O reumatologista paranaense Valderilio Feijó Azevedo assume a presidência da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) para a gestão 2026-2028, em substituição a José Eduardo Martinez. Com uma carreira dedicada ao avanço da medicina, o médico é professor associado em Reumatologia no curso de Medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A posse marca um novo capítulo para a entidade, que representa os especialistas em doenças reumáticas no país.
A transição de liderança ocorre em um momento de crescente demanda por tratamentos inovadores e acessíveis. Azevedo traz consigo uma trajetória marcada pela pesquisa clínica e pela atuação em fóruns internacionais. Sua eleição reflete o reconhecimento da comunidade médica por suas contribuições à especialidade.
Perfil acadêmico e trajetória profissional
Valderilio Azevedo é professor associado em Reumatologia na UFPR, onde atua na formação de novos médicos e no desenvolvimento de pesquisas. Sua ligação com a universidade fortalece a ponte entre a academia e a prática clínica. Além da docência, ele é proprietário da Edumed Centro de Pesquisas, instituição que lidera projetos com impacto direto em práticas clínicas e políticas de saúde.
Reconhecido por suas contribuições significativas à reumatologia, tanto no Brasil quanto no exterior, Valderilio é um pesquisador clínico de inúmeros estudos. Esses estudos beneficiam pacientes com doenças reumáticas em todo o mundo, influenciando desde protocolos de tratamento até decisões regulatórias. A fonte não detalhou o número exato de pesquisas conduzidas, mas destacou sua relevância global.
O novo presidente também integra as Comissões de Artrite Psoriásica, Biotecnologia e Políticas Públicas da SBR. Anteriormente, participou das Comissões de Espondiloartrites e de Relacionamento com Pacientes. Essa experiência interna na sociedade lhe confere conhecimento profundo das demandas dos associados e dos pacientes.
Atuação internacional e biossimilares
Valderilio é membro ativo do GRAPPA, organização internacional dedicada à pesquisa e avaliação da psoríase e artrite psoriásica. O GRAPPA reúne especialistas de diversos países para desenvolver diretrizes e avançar no entendimento dessas condições. A participação de Azevedo nesse grupo reforça seu compromisso com a atualização científica contínua.
Além disso, ele coordena o Fórum Latino-Americano de Biossimilares, com foco na promoção de tratamentos inovadores e acessíveis para doenças reumáticas. Os biossimilares são medicamentos que oferecem alternativas terapêuticas com potencial de reduzir custos para os sistemas de saúde. A coordenação desse fórum coloca Azevedo em posição estratégica para influenciar políticas de acesso a medicamentos na região.
Sua atuação internacional não se limita a esses grupos. A combinação de pesquisa clínica, participação em comissões e liderança em fóruns demonstra uma visão abrangente da reumatologia. Essa perspectiva será fundamental para os desafios da gestão 2026-2028.
Desafios e prioridades da nova gestão
A Sociedade Brasileira de Reumatologia enfrenta o desafio de ampliar o acesso a tratamentos de alto custo para doenças como artrite reumatoide, lúpus e espondilite anquilosante. A experiência de Azevedo em políticas públicas e biotecnologia pode orientar estratégias de advocacy junto a órgãos governamentais. A fonte não detalhou metas específicas da nova diretoria, mas o perfil do presidente sugere foco em inovação e acessibilidade.
Outro ponto relevante é a educação continuada dos reumatologistas. A SBR desempenha papel central na atualização profissional por meio de congressos, publicações e diretrizes clínicas. A trajetória acadêmica de Azevedo indica que a formação de especialistas continuará sendo prioridade. A entidade também deve fortalecer a comunicação com pacientes, área em que o novo presidente já atuou em comissão específica.
A gestão anterior, sob José Eduardo Martinez, deixou bases para a continuidade de projetos. A transição para Azevedo representa uma evolução natural, com a manutenção de iniciativas bem-sucedidas e a introdução de novas abordagens. A comunidade reumatológica aguarda os primeiros anúncios oficiais da nova diretoria.
Futuro da entidade e sucessão planejada
A médica reumatologista Licia Mota, professora e pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB), foi eleita para comandar a entidade no biênio 2028–2030. Essa eleição antecipada demonstra planejamento de longo prazo e estabilidade institucional. Licia Mota trará sua experiência acadêmica e de pesquisa para dar continuidade ao trabalho da SBR.
A sucessão já definida permite uma transição suave e a manutenção de projetos estratégicos. A SBR, fundada há décadas, tem se consolidado como referência em reumatologia na América Latina. A combinação de lideranças experientes e renovação periódica fortalece a representatividade da especialidade.
Os próximos anos serão decisivos para a reumatologia brasileira, com avanços em terapias biológicas, biossimilares e medicina personalizada. A nova gestão terá a responsabilidade de posicionar a SBR nesse cenário em evolução. A fonte não detalhou os planos específicos de Licia Mota, mas sua eleição sinaliza continuidade e inovação.
Impacto para pacientes e profissionais
Para os pacientes com doenças reumáticas, a liderança de Valderilio Azevedo pode significar maior acesso a tratamentos modernos e participação em pesquisas clínicas. A Edumed Centro de Pesquisas, sob sua direção, já conduz estudos que beneficiam pacientes globalmente. A integração entre pesquisa e prática clínica é um diferencial que pode acelerar a adoção de novas terapias no Brasil.
Para os reumatologistas, a nova gestão promete fortalecer a representação da categoria e ampliar oportunidades de atualização. A participação de Azevedo em comissões de biotecnologia e políticas públicas indica atenção às demandas regulatórias e de mercado. A SBR também deve intensificar a colaboração com sociedades internacionais, aproveitando a rede de contatos do novo presidente.
Em resumo, a posse de Valderilio Feijó Azevedo na presidência da Sociedade Brasileira de Reumatologia inaugura um período de expectativas positivas. Sua experiência acadêmica, clínica e internacional o credencia para liderar a entidade em um momento de transformações na saúde. A comunidade reumatológica acompanha atentamente os próximos passos.
