Trump admite saída secreta do Air Force One após ameaça
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou na terça-feira que saiu em segredo do Air Force One durante uma viagem à Turquia em julho. Militares e o Serviço Secreto queriam que Trump embarcasse em outro avião devido a uma ameaça à segurança. A confirmação foi dada a jornalistas depois que uma reportagem revelou os bastidores da operação. Segundo Trump, a recomendação partiu das equipes de segurança.

Ameaça levou Trump a mudar de avião

Em sua declaração aos jornalistas, Trump disse que havia uma ameaça, mas não perguntou muita coisa sobre o assunto. “Queriam que eu seguisse em outro voo, em outro avião”, explicou. O presidente ainda comentou: “Recebo muitas ameaças”. A frase traduz a naturalidade com que ele encara os alertas de segurança.

Trump afirmou ter tido pouca margem de escolha, o que indica que a decisão foi tomada pela equipe de proteção. A fonte não detalhou a natureza da ameaça nem quem a identificou. A fonte também não informou se o avião presidencial foi utilizado novamente depois da manobra.

Fuga em contêiner de catering

Segundo a reportagem, Trump se escondeu em um contêiner de catering do aeroporto para entrar furtivamente em outro avião. Relatos recentes confirmam que ele utilizou uma van de catering na operação. O Air Force One foi enviado para o ar essencialmente como isca, enquanto o presidente viajava em um avião governamental menor. O deslocamento entre a Turquia e o Reino Unido ocorreu nessa segunda aeronave.

Posteriormente, Trump reembarcou no avião presidencial oferecido pelo Catar sem ser detectado. A fonte não detalhou quantas pessoas participaram da logística nem de que forma o contêiner foi levado até a nova aeronave. A fonte também não informou há quanto tempo a ameaça havia sido identificada.

Riscos minimizados

Trump minimizou a natureza excepcional da operação montada em torno do voo. Também tratou com desdém o risco corrido por responsáveis da Casa Branca, elementos de segurança, pessoal de apoio e jornalistas que permaneceram no Air Force One. “Para ser sincero, não me preocupo com nada”, declarou. Na sequência, acrescentou: “Seja o que for. Sabem qual é a minha atitude? Tanto faz”.

As falas foram registradas em meio ao questionamento sobre o perigo a que a comitiva foi exposta. A fonte não detalhou se houve algum plano de contingência para os ocupantes da aeronave. A fonte não informou se os jornalistas foram comunicados sobre a troca antes do embarque.

Jato do Catar estava sem sistemas

A viagem de Trump com partida da Turquia já era notícia por causa da chegada do presidente em um jato de luxo oferecido pelo Catar. Esse avião, contudo, não estava equipado com alguns sistemas de detecção e contramedidas contra mísseis presentes em aviões presidenciais mais antigos. A ausência desses equipamentos levantou dúvidas sobre a segurança do deslocamento.

A fonte não detalhou se o governo chegou a ser alertado sobre essa limitação antes do voo. Com a nova revelação sobre a ameaça, a escolha da aeronave passou a ser ainda mais questionada. A fonte não informou se o sistema de defesa do jato do Catar foi reforçado antes da viagem.

Sigilo incomum chama atenção

É sem precedentes o fato de a localização de Trump ter sido mantida em segredo tanto na época quanto nas semanas seguintes. O episódio difere de outros alertas de segurança que já vieram a público. Questionado sobre a operação, Trump respondeu: “Se eu for, vocês vão, certo?” A resposta ignorava o fato de que, se o avião tivesse sido abatido, ele não estaria a bordo. A frase, no entanto, não gerou mais explicações por parte do presidente.

A fonte não detalhou por que o sigilo foi necessário por tanto tempo. Também não houve esclarecimento sobre o que levou à decisão de revelar o caso somente agora.

Perguntas permanecem

Até agora, não foram esclarecidos os detalhes sobre como a ameaça foi detectada ou quem tomou a decisão final de manter Trump fora do Air Force One. Também não foi informado se o plano foi testado antes da viagem ou se outras autoridades sabiam do esquema. A fonte não detalhou as razões para o sigilo prolongado. O caso segue sob análise pública, sem respostas conclusivas. A falta de informações alimenta a controvérsia em torno da operação.

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