Desafios se ampliam para novo presidente da Colômbia após terremoto
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Um terremoto atingiu a Colômbia na madrugada de terça-feira, 11, e deixou um cenário de destruição em várias regiões. Além disso, mais de 180 corpos foram resgatados dos escombros nas primeiras horas, enquanto o número de feridos chegava a pelo menos 1,3 mil e o de desaparecidos era contado às centenas.

Consequentemente, a tragédia amplia os desafios do novo presidente, eleito em uma disputa polarizada e sem maioria no Congresso.

Estado de emergência nacional

O presidente Espriella decretou estado de emergência nacional e decidiu coordenar pessoalmente a força-tarefa encarregada da busca de sobreviventes. Em seguida, ele visitou várias cidades atingidas para acompanhar os trabalhos.

Dessa forma, a coordenação presidencial ocorre no momento em que equipes ainda procuram desaparecidos. Ademais, a força-tarefa mobilizada pelo governo atua em diferentes frentes.

Nas áreas mais afetadas ao redor do epicentro, no estado de Chocó, na região ao longo da costa do Pacífico que abriga uma grande população afro-colombiana e comunidades indígenas, conhecida como Eixo Cafeeiro, Espriella disse: “Vocês não estão sozinhos”.

Pereira

Por exemplo, em Pereira, cidade de 800 mil habitantes, foram registradas mais de 70 mortes. O aeroporto e uma catedral ficaram seriamente danificados. Equipes de resgate ainda seguem trabalhando nas áreas afetadas.

Manizales

Por outro lado, em Manizales, com população de 400 mil pessoas, foram confirmadas cinco mortes e danos estruturais em diversas edificações. A cidade enfrenta dificuldades de acesso e interrupções em serviços essenciais. Portanto, a situação indica que os efeitos do terremoto extrapolam o entorno imediato do epicentro.

Um presidente sem maioria

Eleição polarizada

Espriella venceu a eleição de junho por menos de um ponto percentual, derrotando o senador Iván Cepeda, membro do partido de esquerda Pacto Histórico, fundado e liderado pelo ex-presidente Gustavo Petro. Contudo, Petro se recusou a aceitar o resultado eleitoral. A disputa ocorreu após uma campanha polarizada.

Base parlamentar reduzida

Eleito após uma campanha polarizada, Espriella enfrentava o desafio de governar um país profundamente dividido e sem maioria no Congresso. Seu partido detém apenas 22 cadeiras na Câmara dos Deputados e 12 no Senado. Consequentemente, sem maioria, qualquer projeto de lei precisa de apoio de outras legendas para ser aprovado.

Assim sendo, o cenário de divisão política e base parlamentar reduzida ocorre no momento em que o país precisa responder a uma crise humanitária. A recusa do ex-presidente Gustavo Petro em aceitar o resultado eleitoral também sinaliza a complexidade do ambiente institucional. Todavia, a prioridade imediata é a busca por sobreviventes e o socorro às vítimas.

Plataforma e relações internacionais

Agenda econômica

A plataforma de campanha de Espriella combinava uma agenda de segurança linha-dura, um Estado menor, ampliação da base tributária e forte retomada da exploração de petróleo. Sobretudo, o objetivo declarado era dobrar a produção para 1,3 milhão de barris por dia. Dessa forma, essas diretrizes fazem parte do projeto de governo que agora precisa lidar com os efeitos do terremoto.

Saída de organismos internacionais

No campo externo, o presidente disse estudar a saída da Colômbia da ONU, da Organização dos Estados Americanos e da Corte Interamericana de Direitos Humanos, instituições que, segundo ele, representam um entrave para o desenvolvimento do país. No entanto, a fonte não detalhou prazos ou condições para uma eventual saída. A declaração ocorre em um momento em que o país também busca apoio internacional para a reconstrução.

Ajuda externa e reconstrução

O Departamento de Estado anunciou que ofereceria à Colômbia US$ 1 bilhão em assistência, como parte de uma “nova era nas relações bilaterais”. O primeiro lote de ajuda, de US$ 79 milhões, será destinado para ajuda humanitária e reconstrução das áreas atingidas pelo terremoto. Esses recursos chegam em um momento de necessidade urgente de infraestrutura.

Segurança e infraestrutura

Operação militar

Na madrugada de terça-feira, 11, o Exército bombardeou uma base do ELN na região de Santander, no nordeste colombiano, próxima da fronteira com a Venezuela. A operação ocorreu no mesmo dia da tragédia, o que evidencia a multiplicidade de frentes que o novo governo precisa administrar.

Infraestrutura vulnerável

A tragédia expõe fragilidades históricas da infraestrutura urbana colombiana, especialmente em regiões densamente povoadas e com forte presença de grupos armados ligados ao narcotráfico. Os danos estruturais em Pereira e Manizales refletem essa vulnerabilidade. As interrupções em serviços essenciais aumentam a pressão sobre as autoridades. A situação é agravada pela presença de grupos armados.

A fonte não detalhou o custo estimado da reconstrução nem o impacto econômico total do terremoto. O balanço de vítimas ainda pode ser atualizado, assim como os dados sobre danos materiais. A resposta à crise, por enquanto, concentra-se no resgate e na assistência humanitária.

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