Telefônica Brasil (VIVT3) cai quase 7% após rebaixamento duplo do
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As ações da Telefônica Brasil (VIVT3) tiveram uma sessão volátil nesta quarta-feira, com queda acentuada logo na abertura dos negócios. O movimento foi impulsionado por um relatório do banco UBS BB, que alterou sua recomendação para o papel de compra para venda.

Além disso, a instituição financeira reduziu significativamente o preço-alvo das ações, sinalizando expectativas de desvalorização para os investidores.

Queda expressiva no pregão

No início da negociação, os papéis da VIVT3 chegaram a tombar 6,79%, atingindo o valor mínimo de R$ 39,23. A intensidade da baixa refletiu a reação imediata do mercado ao rebaixamento duplo realizado pelo UBS BB.

Contudo, ao longo da manhã, as ações moderaram parte da queda. Por volta das 11h35, no horário de Brasília, o recuo era de 1,24%, com as ações sendo negociadas a R$ 41,57.

Essa recuperação parcial sugere que, apesar do impacto negativo do relatório, outros fatores podem estar influenciando a avaliação dos investidores no curto prazo. A volatilidade, no entanto, permanece como uma característica marcante do dia.

Mudanças na recomendação e preço-alvo

Recomendação de venda e corte no preço-alvo

O UBS BB não apenas mudou sua orientação de compra para venda, como também realizou um corte no preço-alvo. O valor foi reduzido de R$ 37,50 para R$ 36.

Esse novo patamar implica um potencial de desvalorização de 14,5% em relação ao preço de fechamento anterior das ações. A decisão representa uma visão consideravelmente mais pessimista sobre o desempenho futuro da companhia.

Perfil de retorno pouco atrativo

De acordo com a análise do banco, a junção de premissas para o fluxo de caixa e rendimentos comprimidos resulta em um perfil de retorno pouco atrativo. Esse perfil é considerado inferior ao custo de capital próprio, o que mina a atratividade do investimento.

Consequentemente, a Telefônica tornou-se menos convincente no setor de telecomunicações da América Latina.

Cenário operacional e fluxo de caixa

Fluxo de caixa abaixo da média regional

Paradoxalmente, o cenário operacional da Telefônica continua relativamente benigno, segundo as premissas avaliadas. As projeções de crescimento, margens, investimentos (capex) e custos de leasing indicam um fluxo de caixa (FCF) de 5%.

O FCF é uma métrica importante que mede o dinheiro gerado pelas operações após os investimentos necessários. O problema, no entanto, está na comparação com o mercado.

Esse fluxo de caixa de 5% está abaixo da média de 12% observada entre os pares da empresa na América Latina. Além disso, o FCF tem tendência de queda, o que preocupa os analistas quanto à sustentabilidade futura.

Compressão dos rendimentos

Outro ponto crítico destacado pelo UBS BB é a compressão dos rendimentos. Os dividendos e o fluxo de caixa se comprimiram a níveis de um único dígito.

Essa redução é significativa porque, segundo o banco, esses rendimentos deixaram de sustentar a tese de investimento na Telefônica Brasil.

Quando os retornos para o acionista caem para patamares tão baixos, a justificativa para manter ou comprar as ações enfraquece. Isso é particularmente relevante em um ambiente de juros elevados, onde os investidores buscam alternativas com melhor relação risco-retorno.

Futuro com incertezas e cenários

Intervalo estreito de projeções

As projeções para o fluxo de caixa da VIVT3 apresentam um intervalo estreito de resultados possíveis, o que limita o potencial de surpresas positivas. Em um cenário ideal, considerado pelo UBS BB como o limite superior, a Telefônica poderia registrar crescimento de 4% a 8% entre 2025 e 2027.

Cenário negativo e risco assimétrico

Por outro lado, em um cenário negativo, o crescimento do FCF poderia ficar abaixo de um dígito médio. Essa situação inclui a possibilidade de margens retornarem às tendências históricas ou de custos de leasing se manterem elevados.

O banco avalia que esse cenário reforça um perfil de risco assimétrico para baixo, onde os possíveis prejuízos superam os ganhos esperados.

Impacto no mercado de capitais

O rebaixamento por uma instituição financeira de peso como o UBS BB costuma gerar reverberações no mercado. A alteração de recomendação e o corte no preço-alvo servem como um sinal para outros investidores revisarem suas posições.

A queda inicial de quase 7% demonstra a sensibilidade do preço da ação a esse tipo de análise. Apesar da moderação da baixa ao longo da manhã, o episódio deixa uma sombra sobre as perspectivas de curto e médio prazo para o papel.

A compressão dos rendimentos e o fluxo de caixa abaixo da média regional são desafios que a empresa precisará enfrentar para reconquistar a confiança dos analistas e investidores.

Agora, a atenção do mercado se volta para os próximos comunicados e resultados trimestrais da Telefônica Brasil, que poderão confirmar ou refutar as premissas apresentadas pelo UBS BB.

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