Super tufão Bavi causa danos graves nas ilhas do Pacífico
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Chegada do supertufão Bavi

O supertufão Bavi atingiu a terra na segunda-feira na pequena ilha de Rota, um território dos Estados Unidos no Pacífico Ocidental, perto de Guam. O fenômeno levou ventos muito fortes e chuvas torrenciais às Ilhas Marianas do Norte, provocando uma situação de emergência na região.

Lou Rosario, responsável pela informação pública do Centro de Operações Municipais de Rota, afirmou que já há pessoas reportando danos de grande dimensão. Ainda não há um balanço completo dos estragos, mas as primeiras informações indicam que a infraestrutura local foi severamente afetada.

Interrupção de serviços essenciais

Alguns serviços de telemóvel estavam interrompidos devido à queda de uma torre de telecomunicações. A falta de comunicação dificulta os esforços de avaliação e resposta por parte das autoridades locais.

O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS) exortou os residentes a tratar os ventos extremos iminentes como se um tornado estivesse se aproximando. O alerta foi feito antes da chegada do tufão, visando preparar a população para o pior cenário possível.

Rota pode ficar inabitável

O NWS alertou que um impacto direto em Rota deixaria grande parte da ilha inabitável durante semanas. A previsão se baseia na intensidade do supertufão e na vulnerabilidade das construções locais.

Muitas habitações sem estrutura de concreto ou reforço serão destruídas, com o colapso total dos telhados e das paredes. Quase todas as árvores serão partidas ou arrancadas pela raiz e os postes de eletricidade serão derrubados, agravando o cenário de destruição.

Isolamento e falta de energia

As árvores caídas e os postes danificados vão isolar zonas residenciais, dificultando o acesso de equipes de resgate e assistência. As falhas de energia poderão se prolongar por semanas, ou até meses, comprometendo a recuperação da ilha.

O meteorologista Edwin Montvila destacou que o supertufão Bavi representava um perigo iminente para a vida. Ele recomendou aos habitantes de todas as ilhas que se deslocassem para divisões interiores e se mantivessem afastados das janelas, como medida de segurança.

Riscos fatais e precedentes

Sair para o exterior pode resultar em morte devido a objetos projetados pelo vento. Os postes de serviços públicos e as respectivas linhas elétricas vão cair, aumentando o risco de acidentes fatais.

Quando Sinlaku chegou ao arquipélago, provocou uma devastação generalizada, arrancando telhados, derrubando árvores e deixando dezenas de milhares de pessoas sem eletricidade. O histórico recente mostra a vulnerabilidade da região a fenômenos climáticos extremos.

Contexto climático mais amplo

Os oceanos mais quentes ajudam os sistemas tropicais a se intensificarem e a acumular mais umidade. Na sexta-feira, a Organização Meteorológica Mundial alertou que o fenômeno El Niño já começou no Pacífico tropical.

O El Niño normalmente ocorre de dois em sete anos e dura entre nove e 12 meses. Ele aquece as temperaturas da superfície do Pacífico equatorial central e oriental, causando alterações globais nos padrões de vento, de pressão atmosférica e de precipitação, o que pode influenciar a formação de tufões mais intensos.

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