A cerimônia fúnebre do aiatolá Ali Khamenei, ex-líder do Irã, ocorreu neste sábado (5 de julho de 2026) em Teerã, 128 dias após sua morte, conforme publicado às 20:02 GMT+2. O evento, realizado no complexo religioso Mosalla, contou com um estrado simbólico com cadeira, mesa e microfone, remetendo aos discursos de Khamenei. No entanto, a ausência de seu filho e sucessor, Mojtaba Khamenei, e de ex-presidentes iranianos chamou a atenção.
Funeral atrasado por segurança
O funeral ocorreu com atraso de 128 dias devido a considerações de segurança, segundo informações oficiais. A oração fúnebre foi dirigida por Jafar Sobhani, e não por Mojtaba Khamenei, como se especulava. Anteriormente, havia expectativa de que o novo guia liderasse a cerimônia, mas no sábado foi anunciado que ele não conduziria a oração do pai. Nos próximos dias, em cada cidade, uma das máximas autoridades religiosas xiitas celebrará a oração fúnebre por ele e pelos membros da família.
Mojtaba Khamenei: ferido e ausente
Mojtaba Khamenei, nomeado pela Assembleia de Peritos oito dias após a morte do pai como novo líder da República Islâmica, não compareceu ao funeral. Diz-se que ele ficou ferido no ataque que matou o pai, a mãe e a esposa. Desde o início da guerra, no fim de fevereiro, não apareceu em público e tem se comunicado apenas por comunicados escritos. Seu paradeiro permanece desconhecido, enquanto uma multidão se reunia para o funeral.
Ex-presidentes também não comparecem
Nos meios de comunicação iranianos, não surgiram nomes nem imagens dos antigos presidentes Khatami, Rouhani e Ahmadinejad. A ausência deles contrasta com a presença de Ahmad Vahidi, comandante-chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, que foi mostrado pelos meios de comunicação. Segundo Abtahi, a presença dessas figuras ao lado do caixão poderia ter projetado uma imagem de solidariedade e coesão interna, transmitindo unidade nacional.
Reação internacional
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, disse ao site Axios que acompanha o funeral e ficou surpreso ao ver pessoas chorando, pois pensava que a população odiava Ali Khamenei. Ele acrescentou, após uma pausa, que talvez essas lágrimas não sejam verdadeiras. A declaração gerou repercussão, mas a fonte não detalhou se houve resposta iraniana.
