O Governo de São Paulo direcionou mais de 2 bilhões de reais para ampliar e modernizar a rede pública de saúde no estado. O montante, aplicado desde 2023, financiou a entrega de 27 novos serviços, com foco na descentralização do atendimento. A iniciativa busca fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) em diversas regiões, garantindo acesso mais próximo à população.
Investimento bilionário em saúde
A regionalização do atendimento no SUS paulista registrou um investimento de R$ 2,1 bilhões do Governo de São Paulo em 27 novos serviços de saúde. Esse valor total engloba a construção e entrega de diversos equipamentos nos últimos anos.
O objetivo é reduzir a concentração de serviços na capital e melhorar o acesso em cidades do interior. Dessa forma, pacientes podem receber tratamento especializado sem precisar se deslocar longas distâncias.
O que já foi entregue
Nos últimos três anos foram entregues 10 equipamentos, incluindo cinco hospitais, dois Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) e três centros de reabilitação da Rede Lucy Montoro.
Hospitais regionais entregues
Desde 2023, o Governo de SP entregou os hospitais regionais de:
- Bebedouro
- Suzano
- Barueri
- Mirassol
Maternidade e AMEs inaugurados
Além disso, foi inaugurada a Maternidade de Franco da Rocha, ampliando a assistência à gestante e ao recém-nascido. Os AMEs Mulher, na capital, e de Ribeirão Preto também passaram a funcionar, oferecendo consultas e exames especializados.
Centros de reabilitação Lucy Montoro
Os centros Lucy Montoro de Taubaté, Presidente Prudente e São José do Rio Preto completam a lista de unidades já em operação. Esses espaços são dedicados à reabilitação física de pessoas com deficiência ou sequelas de doenças.
A entrega desses serviços representa um avanço significativo na infraestrutura de saúde em regiões antes menos atendidas. Com isso, milhares de paulistas passaram a contar com opções de tratamento mais próximas de casa.
Obras em andamento no ano passado
No ano passado, foram realizadas obras de cinco grandes projetos de saúde, demonstrando a continuidade dos investimentos.
Hospitais em construção
Os Hospitais Regionais de Itapetininga e Birigui estão entre as construções em execução, com investimentos superiores a meio bilhão de reais. Essas unidades, quando prontas, vão ampliar a capacidade de internação e atendimento de urgência em suas respectivas regiões.
AMEs com obras iniciadas
Paralelamente, os AMEs de Marília, Presidente Venceslau e Jaú também tiveram suas obras iniciadas. Esses ambulatórios somaram cerca de R$ 170 milhões em recursos.
Esses ambulatórios vão oferecer especialidades como cardiologia, ortopedia e neurologia, entre outras. A previsão é que, uma vez concluídos, eles atendam a uma demanda reprimida por consultas e procedimentos não hospitalares.
A execução dessas obras reforça o compromisso com a expansão gradual da rede.
Projetos futuros já anunciados
A Secretaria da Saúde anunciou a elaboração de projetos para a construção do Hospital Metropolitano de Campinas. A unidade contará com um investimento estimado em R$ 400 milhões, representando um dos maiores empreendimentos em saúde no interior do estado.
A expectativa é que o hospital atenda a uma região de alta densidade populacional, aliviando a pressão sobre os serviços existentes.
Novos AMEs planejados
Além disso, a pasta também divulgou planos para os futuros AMEs de Penápolis e Araçatuba. Essas unidades vão ter custo total aproximado de R$ 92 milhões.
Essas unidades vão se somar à rede de ambulatórios especializados, focando em reduzir filas por consultas em cidades do noroeste paulista. A elaboração dos projetos é a primeira etapa para viabilizar essas construções.
Com isso, o governo sinaliza que a expansão da rede de saúde deve continuar nos próximos anos.
Previsões para os próximos anos
Em 2026, a previsão é de mais nove hospitais, indicando um cronograma de entregas que se estende pelo médio prazo. Essas novas unidades devem complementar a rede já existente, cobrindo lacunas em regiões ainda não atendidas por hospitais regionais.
O planejamento sugere que o ritmo de investimentos e inaugurações será mantido. Dessa forma, a meta de regionalização do atendimento deve avançar significativamente.
Estratégia de descentralização
A estratégia de descentralização visa não apenas construir prédios, mas integrar serviços para oferecer um cuidado mais completo. A combinação de hospitais, AMEs e centros de reabilitação busca criar uma rede capilarizada e eficiente.
Para os moradores, isso significa menos deslocamentos e um acesso mais ágil ao sistema de saúde. O caminho, portanto, é de ampliação contínua da infraestrutura pública.
