Banco Safra renova seleção de BDRs para março
O banco Safra promoveu ajustes em sua carteira recomendada de Brazilian Depositary Receipts (BDRs) para o mês de março. A instituição financeira retirou os títulos da Coca-Cola (COCA34) e da Meta (M1TA34) da sua seleção.
Em contrapartida, adicionou os papéis da Charles Schwab (SCHW34) e da Eli Lilly (LILY34) ao portfólio indicado para investidores.
O que são BDRs?
Os BDRs são títulos negociados na Bolsa de Valores brasileira, conhecida como B3. Eles representam ações de empresas listadas no exterior, permitindo que investidores locais tenham exposição a companhias internacionais sem sair do mercado doméstico.
Essa atualização reflete uma revisão estratégica da casa de análise para o período. As mudanças ocorrem em um contexto de volatilidade nos mercados globais, conforme dados recentes de desempenho.
Saída da Coca-Cola e da Meta da carteira
A retirada da Coca-Cola da carteira recomendada ocorreu após uma forte alta acumulada no ano, próxima de 10%. Esse movimento de valorização significativo pode ter levado os analistas a considerarem o papel menos atrativo para novas entradas no momento atual.
A decisão sugere uma avaliação de que o potencial de ganhos imediatos pode estar limitado após essa valorização expressiva.
Exclusão da Meta
Já a saída da Meta reflete a decisão do Safra de aumentar a indexação do portfólio. A instituição optou por ajustar a composição da carteira, possivelmente buscando um equilíbrio diferente entre os setores ou reduzindo a concentração em determinados tipos de ativos.
A fonte não detalhou os critérios específicos para essa mudança de estratégia em relação à empresa de tecnologia.
Essas exclusões abrem espaço para a entrada de novas empresas, que trazem perspectivas distintas para a seleção. As adições buscam capitalizar tendências de mercado e posicionamentos setoriais considerados favoráveis pela análise.
Entrada da Eli Lilly na carteira recomendada
A Eli Lilly foi uma das novas incorporações à carteira recomendada de BDRs do Safra para março. Segundo a análise do banco, a empresa deve continuar se beneficiando da forte demanda global por medicamentos da classe GLP-1, como Mounjaro e Zepbound.
Esses fármacos são utilizados no tratamento de condições como diabetes e obesidade, áreas com crescimento sustentado.
Fatores positivos para a Eli Lilly
- Demanda estrutural: A empresa deve se beneficiar de tendências de longo prazo, como o envelhecimento da população em diversos países.
- Ampliação de mercado: Um acordo histórico com o governo dos Estados Unidos deve ampliar o acesso a medicamentos contra a obesidade via Medicare e Medicaid.
- Cenário otimista: Esses elementos combinados formam um cenário favorável para o desempenho futuro da ação, justificando sua inclusão na seleção.
Charles Schwab entra na seleção de BDRs
A Charles Schwab é a outra nova integrante da carteira de BDRs recomendada pelo Safra. De acordo com a instituição, a empresa segue bem posicionada no mercado por ser líder em ativos de clientes.
Esse volume expressivo de recursos sob custódia fornece uma base sólida e recorrente de receita, conferindo estabilidade ao negócio.
Vantagens competitivas da Charles Schwab
A companhia tem forte presença em dois segmentos estratégicos:
- Serviços de custódia para consultores financeiros
- Atendimento ao varejo
Essa dupla atuação permite que a Charles Schwab capture oportunidades tanto no mercado institucional quanto entre investidores individuais, diversificando suas fontes de crescimento.
A inclusão do papel reflete uma aposta na resiliência e no potencial de expansão da empresa, mesmo em ambientes de taxa de juros variáveis. As duas novas adições complementam a carteira com exposição aos setores de saúde e financeiro, respectivamente.
Desempenho recente da carteira de BDRs
Em fevereiro, a carteira recomendada de BDRs do Safra registrou uma queda de 6,16% em seu valor. Esse recuo foi mais acentuado do que o apresentado pelo S&P 500 no mesmo período, que recuou 3,3%.
O S&P 500 é um índice que reúne as 500 maiores empresas dos Estados Unidos, servindo como um importante termômetro do mercado acionário norte-americano.
Comparativo de desempenho
- Fevereiro 2026: Carteira Safra: -6,16% | S&P 500: -3,3%
- Acumulado 2026: Carteira Safra: -10,06% | S&P 500: -6,90%
Os dados mostram que a carteira tem enfrentado dificuldades para superar o benchmark internacional recentemente. Esses números contextualizam os ajustes promovidos pelo Safra, que podem buscar melhorar a resiliência e o potencial de retorno do portfólio diante das condições de mercado.
A atualização da carteira reflete uma contínua adaptação às dinâmicas do mercado global. Investidores interessados em seguir as recomendações devem considerar essas mudanças como parte de uma estratégia revisada para o período.
