Real sofre maior desvalorização em maio com fuga de capital estrangeiro
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Sinais de esgotamento da tendência de diversificação global de investimentos, que favoreceu ativos emergentes nos primeiros meses do ano, ajudam a explicar o tropeço do real em maio. A maior atratividade das ações das big techs americanas desviou o fluxo de capital, segundo analistas.

Dados da B3 mostram que investidores estrangeiros retiraram R$ 14,104 bilhões da bolsa brasileira em maio, após ingresso líquido de R$ 3,179 bilhões em abril. Com a saída, o Ibovespa caiu 7,22% no mês, embora ainda acumule alta de 7,86% no ano.

Fuga de capital estrangeiro e impacto no câmbio

A saída expressiva de recursos reflete a perda de apetite por ativos locais, enquanto as big techs atraem investidores globais. Esse movimento contribuiu para a desvalorização do real frente ao dólar em maio.

Analistas apontam que a diversificação global perdeu força. “São vetores para alta do dólar. A dúvida é como o real vai reagir nos próximos meses caso haja um fortalecimento global da moeda americana e se confirme um quadro desfavorável à oposição na eleição presidencial”, afirma Aun, destacando incertezas políticas e externas.

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Fluxo anual ainda positivo

Apesar da forte saída em maio, o fluxo de capital externo em 2026 ainda é positivo em R$ 42,44 bilhões. Isso indica que, no acumulado do ano, os estrangeiros mantêm exposição relevante ao mercado brasileiro.

Para o Bradesco, embora a realocação global de portfólio tenha perdido força, o movimento ainda oferece suporte ao real. A instituição projeta taxa de câmbio ao redor de R$ 5,00 no fim deste ano e do próximo, sugerindo espaço para estabilização, dependendo dos cenários externo e doméstico.

Perspectivas para o real

O desempenho da moeda brasileira nos próximos meses estará atrelado ao fortalecimento global do dólar e ao quadro político nacional. A saída de recursos em maio acendeu alertas, mas o saldo anual positivo e a visão do Bradesco trazem algum alívio. Resta saber se a atratividade das big techs continuará desviando investimentos dos emergentes ou se haverá reversão.

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