A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, enfrenta um cenário desafiador em sua tentativa de reestruturar a dívida. Enquanto a empresa corre para obter apoio de credores, detentores de bonds no exterior resistem, buscando melhores condições. O prazo legal para um acordo extrajudicial se encerra em 8 de junho, e a percepção de risco de recuperação judicial cresce entre os investidores.
Detentores de bonds resistem a termos
Os detentores de bonds no exterior continuam resistindo em busca de termos melhores, incluindo as condições da nova dívida que substituiria os títulos atuais. A negociação envolve a troca dos papéis por novos instrumentos, mas as exigências dos credores ainda não foram atendidas. Do ponto de vista de um grupo de detentores de bonds no exterior, a probabilidade de um pedido de recuperação judicial está aumentando. A companhia enfrenta um prazo legal até 8 de junho para chegar a um acordo extrajudicial, o que adiciona urgência às conversas.
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Rebaixamentos de rating pressionam
Em fevereiro, a S&P cortou a nota da companhia em sete níveis. O rebaixamento da S&P foi descrito como um dos maiores já feitos pela agência para uma empresa brasileira. Na mesma linha, a Fitch Ratings rebaixou a nota da companhia em oito níveis. Esses movimentos refletem o agravamento da situação financeira da Raízen e aumentam a pressão sobre a empresa para concluir a reestruturação.
Shell mantém compromisso de aporte
A Shell, coproprietária da Raízen por meio de uma joint venture com a Cosan, manteve o compromisso de aportar R$ 3,5 bilhões em capital novo em uma reestruturação. Esse aporte é visto como um sinal de apoio, mas não elimina as incertezas sobre o futuro da companhia. A participação da Shell é crucial para viabilizar o plano de reestruturação, mas a resistência dos detentores de bonds ainda precisa ser superada.
Movimentações do controlador Ometto
Ometto, controlador da Cosan, está considerando adquirir parte do portfólio de terras agrícolas da Radar, unidade de gestão de terras da Cosan. No entanto, a aquisição por Ometto provavelmente limitaria sua capacidade de aportar capital na Raízen. Essa movimentação adiciona complexidade ao cenário, pois pode reduzir os recursos disponíveis para a reestruturação da dívida. A fonte não detalhou o valor ou o cronograma da potencial aquisição.
A Raízen segue em negociações intensas com os credores, enquanto o relógio corre para o prazo de 8 de junho. A resistência dos detentores de bonds e os rebaixamentos de rating indicam que o caminho para um acordo ainda é incerto.
Fonte
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