A Polícia Federal (PF) estruturou um esquema especial de segurança para proteger os candidatos à Presidência da República nas eleições deste ano. O plano inclui drones, veículos blindados e kit antibomba. Ele poderá ser acionado a partir da homologação das candidaturas nas convenções partidárias, que começam na próxima segunda-feira e seguem até 5 de agosto. A solicitação formal deve ser feita pelas respectivas campanhas.
Estrutura para até dez candidaturas
A estrutura foi dimensionada para atender, simultaneamente, até dez candidaturas. Equipes especializadas atuarão em todos os Estados, com acompanhamento permanente das agendas de campanha. A PF não detalhou quantos profissionais estarão envolvidos, mas informou que a operação foi precedida por um ciclo de capacitação que formou ou aperfeiçoou mais de 600 profissionais em áreas como direção veicular, primeiros socorros e operação de drones.
A adesão ao serviço é uma decisão do candidato. Campanhas que optarem por não utilizá-lo terão a decisão respeitada, mas poderão voltar atrás a qualquer momento. A fonte não detalhou os critérios para a escolha dos candidatos que receberão a proteção, mas afirmou que o esquema está pronto para ser implementado assim que houver demanda.
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Capacitação de 600 profissionais
O treinamento dos agentes envolveu módulos específicos para a segurança de campanhas eleitorais. Além da direção defensiva e ofensiva, os profissionais foram preparados para situações de emergência médica e para o uso de drones no monitoramento aéreo. A PF não informou se todos os 600 profissionais atuarão diretamente na proteção dos presidenciáveis ou se parte deles ficará em reserva.
Os nomes que de fato vão disputar o Palácio do Planalto, no entanto, só serão homologados após as convenções partidárias, com o registro de candidaturas seguindo até 15 de agosto. Até lá, a PF mantém o planejamento em sigilo operacional, mas garante que o esquema está dimensionado para as necessidades do pleito.
Decisão do candidato
A PF reforça que a proteção não é obrigatória. Cada campanha pode optar por utilizar ou não o serviço, e a decisão pode ser revista a qualquer momento. A fonte não detalhou se haverá algum tipo de prioridade para candidatos com maior risco ou se todos os postulantes terão acesso igualitário ao esquema.
Com a proximidade das convenções, a expectativa é que os pedidos comecem a chegar já nos primeiros dias de agosto. A PF afirma estar preparada para atender até dez candidaturas simultaneamente, com equipes espalhadas por todos os estados brasileiros.
Fonte
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