Petrobras (PETR4) tem pior desempenho anual desde 2020
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Petrobras registra pior desempenho anual desde 2020

A Petrobras encerrou 2025 com suas ações no território negativo, um cenário não visto desde 2020. As ações preferenciais (PETR4) acumularam desvalorização de 5,58%, enquanto as ordinárias (PETR3) caíram 9,50%.

Esse desempenho ocorre apesar de lucros robustos nos primeiros nove meses do ano. A estatal registrou lucro de R$ 94,6 bilhões nesse período, com EBITDA ajustado de R$ 177,3 bilhões.

Desvalorização das ações em detalhes

PETR4 vs PETR3: comparação de desempenho

As ações preferenciais (PETR4) fecharam o ano cotadas a R$ 30,82, com desvalorização acumulada de 5,58%. Já as ordinárias (PETR3) tiveram queda mais acentuada de 9,50%, encerrando em R$ 32,57 por unidade.

Durante 2025, as ações chegaram a renovar máximas históricas, sendo cotadas próximas a R$ 40 em determinado momento. A queda subsequente representa reversão significativa desse patamar elevado.

Fatores que impactaram o desempenho

Pressão externa: queda no preço do petróleo

O contrato futuro do Brent, referência global, acumulou desvalorização de quase 20% em 2025. Essa queda expressiva cria ambiente desafiador para receitas e margens das produtoras, incluindo a Petrobras.

A volatilidade nos preços do petróleo impacta diretamente as expectativas dos investidores sobre rentabilidade futura das companhias do setor.

Decisões internas e percepção do mercado

Em novembro, a Petrobras divulgou seu novo plano estratégico. Paralelamente, a política de distribuição de dividendos em 2025 foi considerada menos generosa do que nos exercícios anteriores.

Esses elementos podem ter influenciado a percepção dos investidores sobre os retornos futuros, segundo a análise do texto original.

Resultados financeiros em contraste

Apesar da performance negativa das ações, os números operacionais apresentaram força nos primeiros nove meses:

  • Lucro: R$ 94,6 bilhões
  • EBITDA ajustado: R$ 177,3 bilhões
  • Fluxo de caixa livre: R$ 72,3 bilhões

A companhia também intensificou seus investimentos, com capex de US$ 14 bilhões no acumulado do ano. Esse valor representa alta de quase 29% em relação a 2024.

Estrutura financeira e projetos futuros

Situação da dívida

Em setembro de 2025, a dívida bruta chegou a US$ 70,7 bilhões, com alta de 3,9%. A dívida líquida ficou em US$ 59,1 bilhões.

O prazo médio da dívida foi de 11,36 anos, indicando perfil de longo prazo que pode oferecer mais tranquilidade para o planejamento financeiro.

Expansão e novas fronteiras

A Petrobras arrematou áreas em campos localizados no pré-sal e avançou no processo para explorar a região da Foz do Amazonas. Esses movimentos apontam para busca por novas reservas e manutenção da produção no longo prazo.

Conclusão: dualidade em 2025

O ano ficou marcado por dualidade para a Petrobras: solidez dos resultados operacionais versus pressão sobre as ações. Como maior empresa listada na bolsa brasileira, seu desempenho continuará sendo termômetro importante para o mercado de capitais nacional em 2026.

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