Para onde vão celulares roubados e como evitar prejuízos
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O roubo e furto de celulares continuam sendo uma realidade preocupante no Brasil, com quase um milhão de casos registrados em um único ano. Apesar de uma queda nos números gerais, a violência nas abordagens e a sofisticação dos criminosos exigem atenção redobrada dos usuários.

Este cenário levanta uma questão crucial: para onde vão esses aparelhos e, mais importante, como os cidadãos podem se proteger de prejuízos maiores?

Os números da violência contra celulares no Brasil

Em 2024, foram registrados 917.748 celulares roubados e furtados em todo o país. Esse número representa uma queda de 13,4% em relação ao ano anterior, indicando uma possível mudança no cenário.

Apesar da redução nacional, os dados locais mostram que o problema permanece grave em grandes centros urbanos. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo divulgou o registro de mais de 154 mil aparelhos roubados ou furtados apenas na capital entre janeiro e dezembro de 2025.

Esses números evidenciam que, mesmo com a tendência de queda, a escala do crime ainda é significativa. A concentração em grandes cidades sugere que os criminosos buscam áreas com maior circulação de pessoas e aparelhos.

Os registros oficiais, porém, podem não capturar a totalidade dos casos, já que muitas vítimas não formalizam a ocorrência. Essa subnotificação dificulta uma análise mais precisa do fenômeno.

A mudança no foco dos criminosos: do hardware aos dados

Leonardo Silva, pesquisador sênior do FBSP, explica que houve uma evolução significativa na dinâmica desses delitos. Segundo ele, antes o valor agregado ao celular era de maior interesse para a revenda ilegal.

Os aparelhos eram furtados ou roubados principalmente para serem comercializados no mercado paralelo, muitas vezes após serem desmontados para venda de peças.

O novo alvo: informações pessoais e financeiras

Atualmente, porém, o cenário é diferente. De acordo com Leonardo Silva, agora o acesso aos dados da pessoa tem mais “valor” no crime. Os criminosos perceberam que informações bancárias, senhas e dados pessoais podem render lucros muito maiores do que a simples venda do hardware.

Essa mudança de foco exige que as vítimas adotem novas estratégias de proteção. Essa transição reflete uma criminalidade mais organizada e tecnologicamente capacitada.

Diferenças entre furto e roubo de celulares

Os criminosos adaptam suas táticas conforme a natureza do crime. Em furtos, por exemplo, a abordagem é mais discreta: os bandidos tentam manter o aparelho desbloqueado.

Eles agem de forma sorrateira, muitas vezes em locais movimentados, aproveitando distrações das vítimas para subtrair o dispositivo sem que percebam imediatamente.

Roubo: violência e coerção para obter senhas

Nos roubos, por outro lado, a abordagem tem sido mais violenta, muitas vezes com uso de arma de fogo. A intimidação física é uma característica marcante desses casos, criando um clima de terror que paralisa a vítima.

Além da violência, os criminosos coagem a pessoa a entregar a senha de desbloqueio ou de aplicativos de banco. Essa coerção visa justamente acessar os dados valiosos que os bandidos tanto cobiçam.

A conscientização como principal defesa contra roubos

Marcos Antonio Simplicio Junior, professor e pesquisador da Poli-USP, afirma que a principal medida de segurança é a conscientização do usuário. Segundo ele, muitas pessoas ainda subestimam os riscos associados ao uso cotidiano do celular.

O especialista ressalta que o celular moderno concentra uma quantidade enorme de informações sensíveis. Desde conversas privadas até transações financeiras, tudo passa pelo aparelho.

Reconhecer essa centralidade é fundamental para adotar hábitos mais seguros. A mudança de comportamento, porém, exige esforço e disciplina.

Protegendo suas senhas e dados pessoais

Uma prática recomendada é evitar repetir senhas e deixá-las anotadas no aparelho. Usar a mesma combinação para múltiplas contas facilita o trabalho dos criminosos.

Medidas práticas de segurança

  • Use gerenciadores de senhas: Essas ferramentas armazenam todas as suas credenciais em um local seguro, exigindo que você memorize apenas uma senha principal. Gerenciadores de senhas são recomendados por possuírem criptografia, que protege os dados mesmo em caso de vazamento.
  • Esconda aplicativos de banco: Muitos smartphones permitem ocultar ícones ou movê-los para pastas menos visíveis. Existem aplicativos que escondem e bloqueiam apps críticos com uma senha extra, criando uma camada adicional de proteção.

Implementar essas práticas pode parecer trabalhoso inicialmente, mas os benefícios em segurança valem o esforço.

O papel do aplicativo Celular Seguro na prevenção

Uma prática recomendada é baixar o Celular Seguro. Esse tipo de aplicativo oferece funcionalidades projetadas especificamente para situações de roubo ou furto.

Funcionalidades essenciais

  • Bloqueio remoto: Pode ser acionado de outro dispositivo, como um computador ou outro celular. Essa ação impede que os bandidos acessem seus dados pessoais, mesmo que consigam desbloquear a tela inicial.
  • Rastreamento e apagamento: Algumas versões também permitem rastrear a localização do aparelho ou apagar dados sensíveis remotamente.

A instalação deve ser feita antes de qualquer incidente, pois depois do roubo já é tarde para configurar a proteção. Manter o aplicativo atualizado e testar suas funcionalidades periodicamente garante que ele funcionará quando mais necessário.

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