As mulheres representaram apenas 26% das novas contratações para cargos de inteligência artificial (IA) nos Estados Unidos em 2025, enquanto responderam por metade das contratações para posições fora da área. Por outro lado, os homens ficaram com os outros 74% das vagas ligadas à IA, segundo levantamento do LinkedIn.
O estudo do LinkedIn é baseado em anúncios de vagas publicados nos EUA entre 2023 e 2026. Ademais, o recorte de contratações por gênero refere-se especificamente a 2025, último ano fechado no período analisado. Contudo, a fonte não detalhou o número total de contratações consideradas na amostra.
Principais números do levantamento
Os dados revelam que, apesar de as mulheres representarem metade das admissões em outras atividades, na área de IA a participação é de apenas 26%. Ou seja, em termos proporcionais, isso significa que, para cada vaga de IA ocupada por uma mulher, cerca de três são preenchidas por homens.
- Participação feminina em vagas de IA: 26%
- Participação masculina em vagas de IA: 74%
- Participação feminina em vagas fora da IA: 50%
- Proporção: para cada mulher contratada em IA, cerca de três homens são contratados
Participação feminina menor em cargos de alta renda
A disparidade de gênero também aparece quando os cargos são analisados individualmente. Por exemplo, quanto maior a remuneração mediana, menor a participação feminina entre os contratados. Dessa forma, em 2025, mulheres preencheram apenas 18% das vagas de member of technical staff, uma função técnica comum em laboratórios de IA que combina pesquisa avançada e engenharia full-stack e está entre as mais bem pagas do setor.
O percentual de 18% é ainda menor do que os 26% observados no total de cargos de IA. Consequentemente, isso indica que a desigualdade se intensifica em posições mais especializadas e com salários mais altos.
Executiva do LinkedIn comenta os números
Em comunicado à Axios, Sarah Steinberg, chefe de parcerias de políticas públicas globais do LinkedIn, afirmou que os números mostram uma inclusão parcial das mulheres na economia da inteligência artificial. “As mulheres podem até estar incluídas na economia da IA, mas não nos cargos com maior potencial de gerar mobilidade econômica de longo prazo, liderança e poder de decisão”, disse. Ou seja, os números são claros.
A declaração de Steinberg reforça que a presença feminina na área não se traduz em posições de influência. Ademais, segundo ela, os números evidenciam que, embora as mulheres estejam contratadas no setor, elas não ocupam os postos com maior potencial de crescimento. A declaração foi feita à publicação Axios. Contudo, a pesquisa não apresenta soluções ou medidas para reduzir a desigualdade.
Metodologia e contexto
O levantamento do LinkedIn usa dados de vagas publicadas nos Estados Unidos entre 2023 e 2026, uma janela escolhida para medir a evolução das vagas de IA ao longo do tempo. Além disso, o recorte de contratações por gênero citado nesta matéria refere-se especificamente a 2025.
Portanto, os números apresentados refletem apenas o ano de 2025, enquanto o intervalo maior permite acompanhar mudanças no mercado. Além disso, a janela de 2023 a 2026 é usada para comparar a evolução anual das contratações.
Limitações da pesquisa
A fonte não detalhou diversos aspectos do estudo, o que impede uma análise mais completa do cenário. Entre as lacunas:
- não detalhou o número total de contratações consideradas na amostra;
- não detalhou as razões para a diferença entre gêneros;
- não detalhou o método de coleta dos dados;
- não informou como a amostra foi composta nem a quantidade de empresas envolvidas;
- não detalha a distribuição geográfica das vagas nem o porte das organizações;
- não detalhou a quantidade de vagas por cidade ou estado;
- não segmenta os dados por setor de atividade (tecnologia, finanças, saúde etc.);
- não informa a participação feminina em cargos de liderança;
- não detalhou outros cargos ou faixas salariais;
- não detalha informações sobre etnia, idade ou nível de escolaridade dos contratados;
- não informou se os dados consideram todos os setores da economia ou apenas tecnologia;
- não há dados sobre o tipo de vínculo empregatício.
Em resumo, o levantamento aponta que as mulheres ocupam apenas 26% das novas vagas de IA nos Estados Unidos, enquanto representam metade das contratações em outras áreas. Por exemplo, em cargos como member of technical staff, a participação cai para 18%. Além disso, os números do LinkedIn reforçam a necessidade de atenção à diversidade no setor. Sobretudo, a diferença de 24 pontos percentuais é muito relevante.
A pesquisa foi repercutida pelo site Startups, que publicou o post com o título ‘Mulheres ocupam só 26% dos novos cargos de IA nos EUA’. Ademais, a publicação original pode ser acessada online. O post Mulheres ocupam só 26% dos novos cargos de IA nos EUA apareceu primeiro em Startups. Portanto, a matéria completa está no link.
Fonte
- startups.com.br
- Em comunicado à Axios (www.axios.com)
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