A Motiva (MOTV3), antiga CCR, encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 663 milhões, um salto de 67% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado veio acompanhado de crescimento de dois dígitos na receita e no Ebitda, reflexo direto da contribuição das novas concessões rodoviárias. Os números foram reportados em balanço divulgado pela companhia.
Rodovias impulsionam receita e margem
No segmento de rodovias, a receita líquida sem construção alcançou R$ 2,54 bilhões, com expansão de 26,9% na comparação anual. O Ebitda ajustado do segmento saltou para R$ 2,0 bilhões, avanço de 29,5%, e a margem Ebitda subiu para 78,7%.
Pedágio e free-flow elevam faturamento
A receita específica de pedágio cresceu 26,7%, beneficiada pelo aumento do tráfego, pelos reajustes tarifários, pelos novos pórticos de pedágio eletrônico (free flow) na RioSP e pela entrada em operação da concessão Minas_SP. Esses fatores combinados impulsionaram de forma expressiva o faturamento das praças existentes e recém-integradas.
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Tráfego comparável avança 3,8%
O tráfego comparável, que exclui os efeitos das novas concessões, registrou alta de 3,8% no trimestre. Esse desempenho foi puxado pelo bom momento da RioSP, pelo início da operação da Minas_SP e pela evolução das concessões Sorocabana e Paraná. Já o volume consolidado de veículos equivalentes disparou 43,6%, incorporando integralmente os novos ativos. A diferença entre os dois indicadores evidencia o peso das concessões recentes na base total de tráfego.
Novas concessões adicionam R$ 370 milhões ao Ebitda
Segundo a empresa, os resultados refletem principalmente o início da operação da concessão Minas_SP (Fernão Dias), a maturação das concessões Paraná, Pantanal e Sorocabana, além dos reajustes tarifários e da otimização do portfólio. As novas concessões contribuíram com R$ 370 milhões para o Ebitda do trimestre, cifra que ilustra o acerto da estratégia de expansão. Esses projetos vêm acelerando a geração de caixa e fortalecendo a presença da Motiva em corredores logísticos estratégicos.
Financeiro pesa, mas lucro dispara
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 803 milhões, uma piora de 11,1% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. O aumento reflete maiores despesas com juros e variações monetárias, parcialmente compensadas pelo crescimento dos rendimentos sobre aplicações financeiras.
Apesar dessa pressão, o lucro líquido ajustado atingiu R$ 663 milhões, crescimento de 67%, sustentado pelo forte desempenho operacional e pelo controle de custos. A companhia não detalhou projeções para a redução do custo financeiro nos próximos trimestres.
Consolidado: resultados operacionais crescem com força
Entre abril e junho, a Motiva registrou números robustos. Confira os principais indicadores:
- Receita líquida ajustada: R$ 3,63 bilhões, alta de 20,8%
- Ebitda ajustado: R$ 2,37 bilhões, alta de 30,1%
- Margem Ebitda ajustada: 65,3% (era 60,6% um ano antes)
- Lucro líquido ajustado: R$ 663 milhões, crescimento de 67%
Esses números consolidados mostram que a retomada das concessões rodoviárias e a disciplina financeira elevaram a rentabilidade geral do grupo.
Em síntese, o segundo trimestre de 2026 consolidou a Motiva em um novo patamar operacional, ancorado pelo desempenho das rodovias e pela entrega das novas concessões. O grupo segue colhendo os frutos da ampliação do portfólio e da modernização das praças de pedágio, o que sustenta a expansão de receita e margens.
Fonte
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