Milva Pagano: protagonismo da medicina diagnóstica na saúde
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Em março, mês dedicado às mulheres, o portal Saúde Business lançou a série especial “Mulheres na Saúde”. A iniciativa tem como foco lideranças femininas que influenciam decisões e impulsionam a transformação do setor.

A proposta é ampliar o debate sobre equidade de gênero como agenda estratégica para a sustentabilidade da saúde, destacando trajetórias que moldam o futuro do cuidado no país.

Contexto urgente: feminicídio e equidade profissional

O debate sobre a presença feminina ganha contornos urgentes diante de dados alarmantes. Em 2025, o Brasil registrou 1.518 vítimas de feminicídio, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Esse número representa uma média de quatro mortes por dia, um cenário que reforça a necessidade de avanços em múltiplas frentes, incluindo o ambiente profissional.

Nesse contexto, iniciativas que valorizem a liderança das mulheres tornam-se ainda mais relevantes.

Milva Pagano: trajetória e formação

Com mais de duas décadas de atuação no setor de saúde, Milva Pagano é uma das vozes destacadas na série. Advogada de formação, ela iniciou a carreira em uma seguradora de saúde.

Essa experiência ocorreu em um período marcado por profundas transformações regulatórias na saúde suplementar. A vivência na base do sistema a preparou para os desafios atuais, especialmente em um momento de redefinição de prioridades para o setor.

Liderança em tempos de crise: pandemia e medicina diagnóstica

Pagano assumiu a diretoria-executiva da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) durante a pandemia de Covid-19. A fase exigiu respostas ágeis e uma visão integrada do cuidado.

Sua gestão à frente da entidade coincide com um período de aceleração de mudanças e de valorização do papel estratégico dos diagnósticos para a saúde pública e privada.

Equidade de gênero no setor de diagnóstico

Dados do Painel Abramed

Dados da 7ª edição do Painel Abramed – O DNA do Diagnóstico revelam um cenário promissor para a equidade de gênero no segmento. As associadas afirmam ter mais de 50% de seus quadros compostos por mulheres.

Além disso, em 65% das organizações associadas à Abramed, as mulheres já ocupam a maioria dos cargos de liderança. Esses números indicam uma presença feminina consolidada em posições de influência dentro do setor.

Integração como caminho para o crescimento

Para Pagano, o crescimento contínuo do setor de saúde e de medicina diagnóstica depende da capacidade de integração. Ela defende que a conexão entre diferentes pontos da rede de cuidado é fundamental para melhorar resultados e otimizar recursos.

Inteligência artificial e marco regulatório

Nesse sentido, a definição de um marco regulatório para a inteligência artificial aplicada à saúde ganha importância estratégica. A padronização pode acelerar inovações no setor, conforme destacado.

Vetores para a qualidade do cuidado: tecnologia e interoperabilidade

Iniciativas como os projetos de interoperabilidade do SUS Digital e do OpenCare Interop aparecem como vetores fundamentais para elevar a qualidade e a segurança do cuidado.

Esses esforços buscam conectar sistemas e informações, permitindo um fluxo mais ágil e preciso de dados entre profissionais e instituições. A integração tecnológica é vista como um pilar para a medicina do futuro.

Consolidação da liderança feminina na Abramed

A presença de mulheres em cargos estratégicos na Abramed não se limita à diretoria-executiva. A associação conta com outras lideranças femininas em posições de destaque:

  • Lídia Abdalla: ocupa a vice-presidência do Conselho de Administração
  • Claudia Cohn: é membro do mesmo conselho

Essas posições reforçam a influência feminina na tomada de decisões que moldam o setor de medicina diagnóstica no Brasil.

Agenda estratégica: equidade de gênero e sustentabilidade

A série “Mulheres na Saúde” coloca em evidência a necessidade de tratar a equidade de gênero como parte integrante da sustentabilidade do setor.

Ao dar voz a profissionais como Milva Pagano, a iniciativa mostra como a diversidade na liderança pode contribuir para inovações e para uma visão mais integrada do cuidado.

O caminho apontado envolve não apenas reconhecer conquistas, mas também fortalecer mecanismos que garantam a continuidade dessa transformação.

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