Juros futuros caem 3ª vez com expectativa de paz no Oriente Médio
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Os juros futuros no Brasil registraram queda pela terceira sessão consecutiva nesta quarta-feira. A curva de taxas apresentou recuo nos vencimentos de curto e médio prazos.

O movimento é impulsionado por expectativas de um acordo de paz no Oriente Médio. Isso reduz a percepção de risco global e influencia os mercados financeiros.

Queda nas taxas de curto e médio prazo

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 fechou a 14,035%. No ajuste anterior, estava em 14,105%.

Já a taxa para janeiro de 2029 terminou a sessão a 13,675%. Comparada ao fechamento anterior de 13,725%, houve recuo.

Esses movimentos refletem pressão de baixa nos juros futuros, especialmente nos prazos mais próximos.

Comportamento no longo prazo

A taxa para janeiro de 2036 encerrou o dia a 13,870%. Antes, estava em 13,855% na última terça-feira (31).

Esse avanço de 0,15 ponto percentual indica dinâmica distinta no longo prazo.

Cenário internacional: divergência nos Treasuries

Nos Estados Unidos, os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano fecharam em alta.

Retornos específicos

  • Título de dez anos: subiu a 4,321% (ante 4,311% da última terça-feira)
  • Título de dois anos: fechou em queda a 3,805% (ante 3,799% do ajuste anterior)

Essa divergência entre prazos reflete incertezas sobre a trajetória da política monetária global.

Expectativas para o Copom

Na última terça-feira (31), as opções de Copom mostravam probabilidades divididas:

  • 37,50% de chance de corte de 25 pontos-base (para 14,50% ao ano)
  • 48% de probabilidade de manutenção a 14,75% a.a.
  • 15% de chance para a mesma manutenção
  • 27% de probabilidade de redução de 50 pontos-base (para 14,25% a.a.)

Essas expectativas mostram mercado dividido sobre os próximos passos do Banco Central.

Impacto da guerra nas projeções

Antes do conflito no Oriente Médio, os percentuais eram diferentes:

  • 77,50% para corte de 50 pontos-base em abril
  • 20,04% para redução de 25 pontos-base
  • Zero para manutenção

A mudança nas expectativas reflete como eventos geopolíticos alteram rapidamente o cenário econômico.

Ajustes nos preços da Petrobras

A Petrobras elevou o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) em cerca de 55% para abril.

Os ajustes do QAV ocorrem todo início de mês, conforme previsto em contratos. A empresa informou que permitirá parcelamento deste aumento.

Esta medida poderá ser adotada em maio e junho, aliviando o impacto imediato nos custos.

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