Irã afirma que não fechará Estreito de Ormuz, diz enviado à ONU
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Declaração oficial na sede da ONU

O embaixador do Irã na Organização das Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, fez uma declaração importante a repórteres nesta quinta-feira. Ele afirmou categoricamente que Teerã não vai fechar o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo.

A fala ocorreu na sede da ONU, em resposta a questionamentos sobre as tensões recentes na região. Iravani leu uma declaração preparada antes de responder às perguntas dos jornalistas.

Nela, garantiu que “o Irã respeita totalmente e continua comprometido com o princípio da liberdade de navegação sob a lei do mar”. Essa posição busca tranquilizar a comunidade internacional sobre o fluxo comercial pela área estratégica.

O diplomata também ressaltou que é direito do Irã preservar a segurança da principal rota de navegação. Essa afirmação estabelece um equilíbrio entre a garantia de livre trânsito e a defesa dos interesses nacionais.

Posicionamento estratégico do Irã

A seguir, ele detalhou os motivos por trás da atual situação regional. A declaração oficial buscou posicionar o país como um ator responsável na geopolítica do Oriente Médio.

Contexto das tensões regionais

As declarações do embaixador iraniano ocorreram quando ele foi questionado sobre as falas do novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei. Nesta mesma quinta-feira, Khamenei havia dito que a “alavanca de bloqueio do Estreito de Ormuz deve continuar a ser usada”.

Essa fala gerou preocupação sobre um possível fechamento da via marítima. Iravani, no entanto, foi enfático ao afirmar: “Não vamos fechar o Estreito de Ormuz”.

Ele acrescentou: “Mas é nosso direito inerente preservar a paz e a segurança nessa hidrovia”. A distinção entre não bloquear o tráfego e manter o direito à segurança mostra a complexidade da posição iraniana.

Fatores de instabilidade

O embaixador atribuiu a situação atual na região, inclusive no Estreito de Ormuz, a fatores externos. Segundo ele, a instabilidade “não é o resultado do exercício legal do direito de autodefesa do Irã”.

Essa análise prepara o terreno para as críticas que se seguiram. A fonte não detalhou exemplos específicos desses fatores externos.

Críticas às ações dos Estados Unidos

Amir Saeid Iravani foi direto ao apontar responsabilidades pela crise. Ele afirmou que a situação atual “é a consequência direta das ações desestabilizadoras dos Estados Unidos”.

O diplomata citou especificamente o lançamento da agressão contra o Irã e os esforços para minar a segurança regional. Essa acusação reflete as tensões de longa data entre Teerã e Washington.

A menção a ações desestabilizadoras sugere que o Irã vê a presença americana como fonte de instabilidade. A declaração não detalhou exemplos específicos dessas ações, mantendo-se em termos gerais.

Ausência de réplica imediata

Por outro lado, quando questionado sobre um comentário do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, Iravani disse que não tinha resposta. Essa ausência de réplica imediata indica que o foco da declaração estava na posição iraniana, não no debate com autoridades americanas.

Reação internacional e perspectivas

Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, deu uma entrevista à Sky News também nesta quinta-feira. Ele afirmou que a Marinha dos EUA, talvez com uma coalizão internacional, escoltará embarcações pelo Estreito de Ormuz quando for militarmente possível.

Essa declaração mostra a disposição americana em garantir a segurança da rota. A fala de Bessent contrasta com a posição iraniana de preservar a segurança como direito próprio.

Divergência de abordagens

Enquanto Teerã enfatiza sua soberania sobre a proteção da hidrovia, Washington sinaliza uma ação multilateral. Essa divergência reflete as diferentes abordagens sobre quem deve garantir a estabilidade na região.

O embaixador Iravani não comentou diretamente a proposta de escolta naval internacional. Sua ênfase permaneceu no compromisso do Irã com a liberdade de navegação e no direito de preservar a segurança.

Implicações para o comércio global

A situação permanece delicada, com declarações públicas de ambos os lados moldando a percepção internacional. O Estreito de Ormuz continua sendo um ponto focal das tensões geopolíticas.

As implicações para o comércio global de petróleo são significativas. As próximas movimentações diplomáticas e militares serão cruciais para o desfecho dessa disputa.

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