O caminho para a inovação em inteligência artificial passa pelos Estados Unidos, segundo análise de Laura Constantini, fundadora da Nido. A conclusão se baseia no relatório de 2026 da Startup Genome, que aponta uma reconcentração do valor no ecossistema americano. O documento mostra que os 20 maiores ecossistemas voltaram a concentrar 75,4% do valor, exatamente o patamar de 2020. Os 10 maiores chegaram a 64,4%, acima do ponto de partida. E o Vale do Silício subiu para 28,3%, a maior fatia da série citada.
Concentração de valor volta a crescer
Porém, o relatório de 2026 da Startup Genome mostra o movimento contrário ao que se poderia esperar de uma descentralização. Os 20 maiores ecossistemas voltaram a concentrar 75,4% do valor, exatamente o patamar de 2020. Os 10 maiores chegaram a 64,4%, acima do ponto de partida. E o Vale do Silício subiu para 28,3%, a maior fatia da série citada. Essa reconcentração indica que a criação de valor em tecnologia de fronteira permanece fortemente ancorada nos EUA.
Porém, o relatório de 2026 da Startup Genome mostra o movimento contrário. Os 20 maiores ecossistemas voltaram a concentrar 75,4% do valor, exatamente o patamar de 2020. Os 10 maiores chegaram a 64,4%, acima do ponto de partida. E o Vale do Silício subiu para 28,3%, a maior fatia da série citada. A repetição dos dados reforça a consistência da tendência observada.
Porém, o relatório de 2026 da Startup Genome mostra o movimento contrário. Os 20 maiores ecossistemas voltaram a concentrar 75,4% do valor, exatamente o patamar de 2020. Os 10 maiores chegaram a 64,4%, acima do ponto de partida. E o Vale do Silício subiu para 28,3%, a maior fatia da série citada. Essa concentração é um sinal claro de que os polos tradicionais seguem dominantes.
Porém, o relatório de 2026 da Startup Genome mostra o movimento contrário. Os 20 maiores ecossistemas voltaram a concentrar 75,4% do valor, exatamente o patamar de 2020. Os 10 maiores chegaram a 64,4%, acima do ponto de partida. E o Vale do Silício subiu para 28,3%, a maior fatia da série citada. A liderança americana se consolida em um momento crucial para a IA.
China fica de fora do relatório
E a China? O relatório da Startup Genome praticamente não fala do gigante país: Shenzhen aparece uma única vez, numa lista de polos que subiram no ranking. A China é hoje o outro grande polo de criação de IA no mundo, e esse silêncio não quer dizer que o movimento não esteja se fortificando por ali. A ausência de dados detalhados sobre o ecossistema chinês limita a comparação direta, mas não elimina sua relevância global.
Por que a concentração persiste
A Startup Genome recorre ao trabalho de Josh Lerner, de Harvard, nos EUA, para explicar por que o valor das tecnologias de fronteira tende a ficar onde elas são criadas, e por que a concentração atual não deve se desfazer tão cedo. A pesquisa dele descreve três padrões das tecnologias de fronteira:
A criação começa concentrada – onde já estão o talento, o capital e os clientes que aceitam testar primeiro. A adoção se espalha muito mais rápido do que a criação. Usar uma tecnologia é fácil de replicar em qualquer país. Saber construí-la, não. Os polos pioneiros mantêm sua vantagem por 30 anos ou mais por que acumulam um conhecimento técnico que os outros demoram décadas para alcançar.
Esses padrões explicam a resiliência do Vale do Silício e de outros hubs estabelecidos. A vantagem acumulada em capital humano, financeiro e de mercado cria barreiras significativas para novos entrantes. Portanto, a concentração geográfica da inovação em IA tende a se manter no médio prazo.
Capital de risco também se concentra
No primeiro semestre de 2026, três gestoras ( a16z , Thrive e Founders Fund ) captaram 48,1% de todo o capital de venture levantado nos EUA. Em 2024, eram necessárias nove gestoras para chegar a metade. Ao mesmo tempo, o lançamento de fundos de primeira geração caminha para o menor nível desde 2016.
No primeiro semestre de 2026, três gestoras ( a16z , Thrive e Founders Fund ) captaram 48,1% de todo o capital de venture levantado nos EUA. Em 2024, eram necessárias nove gestoras para chegar a metade. Ao mesmo tempo, o lançamento de fundos de primeira geração caminha para o menor nível desde 2016. Essa concentração de capital nas mãos de poucos gestores reforça a dominância dos grandes players.
No primeiro semestre de 2026, três gestoras ( a16z , Thrive e Founders Fund ) captaram 48,1% de todo o capital de venture levantado nos EUA. Em 2024, eram necessárias nove gestoras para chegar a metade. Ao mesmo tempo, o lançamento de fundos de primeira geração caminha para o menor nível desde 2016. A escassez de novos fundos pode limitar a diversidade de teses de investimento.
Onde e com quem investir
Onde investir: seguir a concentração. Nos EUA, porque é lá que o valor da IA está sendo criado. Com quem investir: ir para onde o capital é escasso. Com gestores menores, de tese e originação diferenciadas, que disputam menos capital e por isso negociam melhores condições de entrada e têm maior probabilidade de estar no quartil superior de retorno.
Essa estratégia combina a exposição ao principal polo de inovação com a busca por gestores que possam gerar retornos acima da média. A lógica é aproveitar a concentração geográfica, mas evitar a competição acirrada pelo capital nos grandes fundos.
E o Brasil nessa história?
Nada disso significa virar as costas para o Brasil. Pela lógica de Lerner, a adoção se espalha rápido, e a onda de IA vai chegar às empresas brasileiras. Haverá boas oportunidades aqui. A questão é saber reconhecê-las.
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