O Google está intensificando seus investimentos em energia nuclear ao participar de uma rodada de € 400 milhões da startup alemã Proxima Fusion. A rodada foi liderada pela XTX Ventures. A Proxima foi avaliada em € 2,4 bilhões. Este é o primeiro investimento do Google em uma empresa europeia de fusão nuclear.
Fusão nuclear: energia limpa e segura
A fusão nuclear une átomos leves para liberar energia. Esse processo gera menos resíduos e riscos em comparação com a fissão nuclear, método usado nas usinas nucleares tradicionais. A Proxima Fusion visa viabilizar a fusão nuclear até 2030. A empresa planeja construir uma instalação de demonstração na Alemanha.
O Google manifestou interesse em adquirir energia da usina da Proxima para seus data centers. A fonte não detalhou os termos do acordo. Nenhuma empresa privada conseguiu demonstrar que a fusão nuclear pode gerar mais energia do que a consumida para aquecer o combustível.
Corrida pela fusão nuclear esquenta
O investimento do Google na Proxima Fusion faz parte de uma tendência maior. O CEO da OpenAI, Sam Altman, é um dos principais investidores da Helion. A Helion captou US$ 465 milhões em junho, em uma rodada liderada pela Thrive Capital. A Helion foi avaliada em US$ 15,5 bilhões.
Bill Gates, a Nvidia e o Google participaram da rodada de US$ 863 milhões da Commonwealth Fusion Systems no ano passado. A Commonwealth Fusion Systems levantou mais de US$ 3 bilhões para viabilizar comercialmente a fusão nuclear.
Google aposta em nuclear para data centers
Em 2024, o Google assinou o primeiro acordo corporativo do mundo para adquirir energia de pequenos reatores nucleares. O Google comprometeu-se a comprar 500 megawatts de eletricidade gerada por pequenos reatores nucleares nos Estados Unidos. A Alphabet é investidora da TAE Technologies. A TAE Technologies uniu-se à Trump Media & Technology Group em uma operação baseada em troca de ações. A nova companhia resultante da união foi avaliada em US$ 6 bilhões.
