FMI recomenda continuidade na alta de juros
O Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu ao Banco do Japão (BOJ) que continue aumentando as taxas de juros. O comunicado foi emitido na sexta-feira, em Washington, após a conclusão da consulta política com o país asiático.
O conselho executivo da instituição elogiou a “forte resistência econômica” do Japão aos choques globais. Além disso, concordou que o banco central estava retirando adequadamente a acomodação monetária.
Trajetória gradual das taxas
À medida que a inflação subjacente converge para a meta do BOJ, os aumentos graduais da taxa em direção à neutralidade devem continuar. Os diretores enfatizaram a importância de manter uma taxa de câmbio flexível como um absorvedor de choques confiável.
Essa recomendação ocorre em um momento de expectativas do mercado por novos ajustes.
Riscos da guerra no Oriente Médio
A guerra no Oriente Médio representa “novos riscos significativos” para as perspectivas econômicas do Japão. Há crescente pressão inflacionária decorrente do aumento dos preços do petróleo induzido pelo conflito.
Espera-se que o crescimento seja moderado, em parte devido à guerra do Irã. Os riscos para as perspectivas e para a inflação estão amplamente equilibrados.
Impactos no custo de importação
Há custos de importação mais altos atribuídos ao iene fraco. Por outro lado, ganhos graduais de salários sustentarão o consumo, ajudando a equilibrar o cenário.
Expectativas de mercado para abril
Há expectativas do mercado de que o BOJ aumentará as taxas de juros já em abril. O ano fiscal do Japão começa justamente nesse mês, o que reforça a possibilidade de ajuste.
O banco central já elevou as taxas várias vezes, inclusive em dezembro, encerrando um estímulo maciço em 2024.
Meta de inflação do BOJ
O BOJ considerou que o Japão estava prestes a atingir de forma duradoura sua meta de inflação de 2%. A instituição enfatizou sua disposição de continuar aumentando as taxas.
Essa postura alinha-se com as recomendações do FMI para uma normalização monetária gradual.
Projeções para a inflação japonesa
Espera-se que a inflação convirja para a meta de 2% do BOJ em 2027. Mais especificamente, a inflação subjacente deve convergir para esse patamar entre a segunda metade do ano fiscal de 2026 e o ano fiscal de 2027.
Essa trajetória justifica a recomendação de continuidade nos aumentos das taxas. O caminho gradual permite que a economia se ajuste sem choques bruscos.
Monitoramento constante
A convergência para a meta é vista como um processo contínuo que requer monitoramento constante. Assim, as autoridades mantêm o foco na estabilidade de preços a médio prazo.
Contexto da política monetária
O Banco do Japão encerrou um estímulo maciço em 2024, marcando uma virada na política monetária. Desde então, elevou as taxas de juros em várias ocasiões, sinalizando o fim de uma era de juros ultrabaixos.
Essa mudança reflete uma avaliação de que a economia está mais resiliente. O conselho executivo do FMI concordou que o BOJ estava retirando adequadamente a acomodação monetária.
Reconhecimento e alertas do FMI
A instituição internacional reconhece os avanços, mas alerta para os riscos externos. A recomendação é manter o curso, com ajustes graduais conforme os dados evoluem.
Perspectivas para o consumo
Ganhos graduais de salários sustentarão o consumo, apoiando a atividade econômica. Esse fator é crucial para equilibrar os impactos dos custos de importação mais altos.
A combinação de renda em alta e inflação controlada pode fortalecer a recuperação. Espera-se que o crescimento seja moderado, em parte devido à guerra do Irã.
Incertezas geopolíticas
A situação geopolítica continua a representar incertezas significativas. No entanto, a flexibilidade da taxa de câmbio deve ajudar a absorver parte desses choques.
