Novo imortal da Academia Brasileira de Letras
Paulo Henriques Britto é o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras. Ele tomou posse na cadeira 30 da instituição na noite de sexta-feira (12). O evento marca um momento significativo na trajetória do escritor e tradutor, que agora integra um dos mais altos círculos literários do país.
Britto sucedeu a escritora Heloisa Teixeira na cadeira 30. Heloisa Teixeira morreu em março deste ano, abrindo a vaga que agora é ocupada pelo novo acadêmico. Essa transição reflete a continuidade e renovação na história da ABL.
Além disso, a cerimônia de posse simboliza o reconhecimento de uma carreira dedicada às letras. A Academia Brasileira de Letras, fundada em 1897, tem como objetivo cultivar a língua e a literatura nacional.
Trajetória como tradutor e professor
Paulo Henriques Britto traduziu cerca de 120 livros de autores de língua inglesa. Sua obra inclui nomes consagrados como Jonathan Swift, Charles Dickens, Henry James, Virginia Woolf, V. S. Naipaul, Thomas Pynchon e James Baldwin. Essas traduções contribuíram para a disseminação de literatura estrangeira no Brasil.
Na poesia, ele traduziu Byron, Wallace Stevens, Elizabeth Bishop e Frank O’Hara. Sua atuação nessa área demonstra versatilidade e profundidade no trabalho com diferentes gêneros literários. As traduções poéticas exigem sensibilidade especial para capturar ritmo e significado.
Britto atua na Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio) em duas linhas de pesquisa: tradução de poesia e poesia brasileira contemporânea. Ele é professor da instituição há mais de 40 anos, acumulando vasta experiência acadêmica. Essa longevidade no ensino reflete seu compromisso com a educação e a cultura.
Momento emocionante na posse
Margareth Dalcolmo, médica, ofereceu ao novo imortal o fardão de seu marido Candido Mendes. Candido Mendes morreu em 2022, e Paulo Henriques Britto era seu tradutor. Esse gesto simbólico conecta gerações de intelectuais na ABL.
Margareth Dalcolmo chorou ao retirar os bordados das comendas do fardão do marido. A emoção do momento destacou o valor afetivo e histórico da vestimenta acadêmica. Tais detalhes humanizam as cerimônias institucionais.
Por outro lado, a calça do fardão estava um pouco larga e foi preciso apertá-la. Além disso, foi necessário trocar as fitinhas douradas que estavam gastas. Esses ajustes práticos mostram a atenção aos detalhes na tradição da Academia.
Legado e continuidade na ABL
A entrada de Paulo Henriques Britto na ABL fortalece o elo entre tradução, ensino e criação literária. Sua expertise enriquece o debate sobre língua e cultura no país. A cadeira 30 agora carrega sua marca distintiva.
Em resumo, a posse consolida uma carreira notável e inspira futuras gerações. A Academia Brasileira de Letras segue como guardiã da herança literária brasileira. Eventos como esse reaffirmam o papel vital das instituições culturais.
