A Eneva (ENEV3) concluiu, nesta sexta-feira (21), uma operação de cessão com antecipação de recebíveis de até R$ 3 bilhões referentes à receita fixa da Usina Termelétrica (UTE) Porto de Sergipe I. A transação, realizada junto a fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs), integra a estratégia de funding da companhia. O objetivo é financiar novos projetos, incluindo os contratados no Leilão de Reserva de Capacidade de 2026.
Entenda a operação
A cessão de recebíveis é uma operação em que uma empresa vende a terceiros o direito de receber valores futuros, obtendo antecipadamente o caixa correspondente. No caso, a Eneva negociou os fluxos de sua usina termelétrica com FIDCs. Esses fundos passam a receber os valores quando forem faturados, enquanto a companhia recebe agora um montante único. A operação, portanto, funciona como uma antecipação de vendas.
Os FIDCs são veículos de investimento que compram direitos creditórios com o objetivo de receber os pagamentos futuros. Nessa transação, eles adquirem um fluxo de caixa da usina, com remuneração atrelada ao CDI. A operação, portanto, permite à Eneva transformar receitas futuras em liquidez imediata. A fonte não detalhou a identidade dos fundos participantes.
Segundo o fato relevante, a operação envolve uma parcela dos direitos creditórios dos Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEARs) da térmica, firmados no 21º Leilão de Energia Nova de 2015 (A-5), realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A transação considera especificamente as receitas fixas previstas entre janeiro de 2030 e dezembro de 2035. Com isso, a empresa poderá levantar até R$ 3 bilhões líquidos dos encargos da operação.
A taxa all in da operação é de DI + 0,81% ao ano. Esse custo é medido pelo CDI, um dos principais indexadores do mercado financeiro brasileiro. A companhia não detalhou como a taxa final será aplicada sobre o montante. A fonte não detalhou, ainda, eventuais garantias adicionais.
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Prazo e contratos
Os contratos que servem de lastro para a operação são os CCEARs, celebrados entre a Eneva e distribuidoras de energia. Esses contratos foram firmados no 21º Leilão de Energia Nova de 2015 (A-5), promovido pela Aneel. A vigência desses instrumentos se estende até 2044, conforme a companhia.
A cessão, no entanto, não abrange todo o fluxo de receitas até 2044. Ela considera apenas o período de janeiro de 2030 a dezembro de 2035. Ou seja, a antecipação envolve um recorte específico de seis anos. A fonte não detalhou os critérios para a escolha dessa janela.
Segundo o fato relevante, os direitos creditórios têm lastro nos CCEARs e estão ligados à receita fixa da UTE Porto de Sergipe I. A operação, portanto, permite à Eneva monetizar esses contratos antes do vencimento. A companhia não informou se a operação envolve outras etapas ou complementos.
Recursos para novos projetos
De acordo com a companhia, os recursos fazem parte de sua estratégia de funding e serão destinados integralmente a investimentos em projetos. Isso inclui os novos projetos contratados pela Eneva no Leilão de Reserva de Capacidade de 2026. A empresa não detalhou o cronograma de desembolso para cada iniciativa.
A Eneva não detalhou a distribuição dos R$ 3 bilhões entre os projetos que serão financiados. A fonte não indicou se há prioridade entre projetos de geração térmica ou renovável. Também não informou como o investimento será alocado no tempo.
A Eneva afirmou que o montante será usado exclusivamente para projetos, sem mencionar uso para capital de giro ou outras finalidades. A fonte não detalhou a lista completa de projetos que serão beneficiados. Também não há informações sobre possíveis parcerias ou lançamentos futuros.
A operação está alinhada à necessidade de financiar o crescimento da companhia. Os projetos do Leilão de Reserva de Capacidade são essenciais para a expansão da geração de energia. No entanto, a empresa não divulgou o valor investido em cada um.
Próximos passos
A conclusão da cessão ocorre em um contexto de expansão dos negócios da Eneva. A companhia não informou se novas operações dessa natureza estão em estudo. A fonte não detalhou o impacto da antecipação no resultado dos próximos trimestres.
Os recursos obtidos com a antecipação devem reforçar a capacidade de investimento da empresa. A Eneva, por sua vez, seguirá com a execução dos projetos contratados em leilões futuros. A fonte não detalhou se a operação altera a política de caixa da companhia.
Fonte
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