Endeavor: pesquisa sobre internacionalização de scale-ups
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A organização Endeavor divulgou uma pesquisa inédita sobre a internacionalização de scale-ups brasileiras. O estudo analisa as estratégias e intenções dos empreendedores do país rumo à expansão para mercados externos.

Os dados revelam um cenário de crescente maturidade no ecossistema de negócios em escala. As informações foram compiladas e apresentadas de forma exclusiva, oferecendo um panorama atualizado sobre o tema.

Panorama da expansão internacional

De acordo com a pesquisa, 71% dos empreendedores brasileiros já iniciaram ou estão se preparando para expandir suas operações para outros países. Esse dado indica um movimento significativo rumo à globalização dos negócios nacionais.

Intenções por período de fundação

Entre as empresas fundadas entre 2020 e 2024, 48% afirmam ter planos de internacionalização no curto ou médio prazo. Em contraste, somente 6% dos fundadores afirmam temer a entrada de competidores estrangeiros no Brasil.

Essa postura sugere maior confiança diante da concorrência global.

Estratégias de internacionalização em prática

O estudo traz exemplos concretos de empresas que já trilharam o caminho da expansão internacional. Cada caso ilustra uma abordagem diferente adaptada ao contexto do negócio.

Expansão digital: o caso Pipefy

A Pipefy alcançou clientes em mais de 150 países com operações concentradas no Brasil. A empresa iniciou sua expansão de forma digital, estruturando presença local apenas em mercados mais complexos.

Fusões e aquisições: o caso Nelogica

A Nelogica ampliou sua atuação internacional por meio de fusões e aquisições (M&A). Com essa estratégia, a companhia incorporou centenas de milhares de usuários e estruturou equipes distribuídas globalmente.

Expansão gradual e validada

Outros casos destacam abordagens escalonadas para consolidação no exterior.

Expansão regional seguida por global: EBANX

O EBANX teve entrada inicial em países como:

  • México
  • Colômbia
  • Peru
  • Chile

Posteriormente, a expansão avançou para mercados como Estados Unidos, China e Europa, demonstrando um crescimento escalonado.

Validação antes da escala: VTEX

A VTEX abriu o primeiro escritório internacional e validou o modelo antes de escalar a operação para mais de 40 países.

Estruturação das operações no exterior

A pesquisa também investigou como as empresas estruturam suas presenças em novos mercados. Os dados mostram diferentes abordagens de gestão.

Presença física dos fundadores

Quarenta e quatro por cento dos entrevistados se mudaram ou planejam se mudar para o novo mercado.

Contratação de talentos locais

Quarenta e seis por cento dos entrevistados contrataram executivos locais para liderar as operações. Essas decisões refletem a importância de uma gestão adaptada às realidades regionais.

O papel do apoio externo

O processo de internacionalização não é feito isoladamente. Conforme o estudo, 68% dos empreendedores afirmam ter contado com apoio externo nessa jornada.

Principais agentes de suporte

Os principais agentes de apoio mencionados foram:

  • Investidores (42%)
  • Mentores
  • Outros empreendedores

Essa rede de suporte facilita a navegação por desafios regulatórios, culturais e operacionais, reduzindo os riscos inerentes à expansão.

Maturidade e intencionalidade do ecossistema

O estudo aponta um avanço na maturidade do ecossistema brasileiro, com maior intencionalidade nas decisões de expansão. No entanto, os dados sugerem uma nuance importante.

A internacionalização permanece mais como uma opção estratégica do que como uma prioridade estrutural para grande parte das scale-ups. Embora o movimento exista, ele ainda não se consolidou como um elemento central para todas as empresas em fase de crescimento acelerado.

A pesquisa foi divulgada pela Endeavor e escrita por Marystela Barbosa. As informações compiladas servem como um retrato atualizado das ambições e estratégias das scale-ups nacionais no cenário global.

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