O governo dos Estados Unidos criticou a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi classificada como um caso de perseguição e manipulação jurídica contra adversários políticos. A manifestação ocorreu após a Primeira Turma do STF condenar Eduardo por coação no curso do processo na terça-feira (16), por unanimidade.
EUA apontam padrão de perseguição
Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou que o caso de Eduardo é parte de um padrão de perseguição e guerra jurídica dos tribunais brasileiros contra seus opositores políticos. O representante do governo de Donald Trump acrescentou que debates políticos devem ser resolvidos por eleições democráticas, não por condenações judiciais. A declaração reforça a posição crítica dos EUA em relação ao sistema judiciário brasileiro.
Condenação e pena imposta pelo STF
A Primeira Turma do STF condenou Eduardo por coação no curso do processo na terça-feira (16) por unanimidade. Eduardo foi sentenciado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto. A Defensoria Pública da União faz sua defesa após ele não apontar advogado e ainda pode recorrer. A sentença gerou reações imediatas no cenário político nacional e internacional.
Trump comenta caso durante o G7
Um dia após a condenação, o presidente Donald Trump comentou o caso durante a cúpula do G7, na França. Ao falar sobre o assunto, Trump pareceu confundir Eduardo com seu irmão, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Questionado sobre suas interações com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no evento em Évian-les-Bains, Trump respondeu: ‘Passei bastante tempo com ele, na verdade. E o país está um pouco complicado, não é? Politicamente. Está um pouco perigoso politicamente.’ A fala de Trump ocorre em meio a tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.
Fonte
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