Disputa entre gigantes do agro
O que começou como uma venda de ativos para aliviar o caixa da Cosan virou uma disputa bilionária entre dois dos maiores grupos do agronegócio brasileiro. SLC Agrícola e Bom Futuro iniciaram um embate por quem vai ficar com uma área de mais de 40 mil hectares em Mato Grosso. A área pertence à Radar, gestora de terras agrícolas da Cosan em sociedade com a americana Nuveen.
Em 17 de junho, a Radar anunciou que havia chegado a um acordo com o Bom Futuro para vender a propriedade de 41,2 mil hectares por R$ 1,85 bilhão. O Bom Futuro é dos irmãos Eraí e Eleusmar Maggi. A operação corresponde a 12% das terras administradas pela Radar.
Impacto financeiro para a Cosan
A operação deveria injetar cerca de R$ 586 milhões diretamente no caixa da Cosan. Esse valor é a fatia equivalente à participação econômica da holding de Rubens Ometto na sua subsidiária. Uma venda que parecia tranquila agora deve caminhar para uma negociação mais longa que o previsto.
A fonte não detalhou os motivos exatos do impasse, mas a concorrência entre SLC e Bom Futuro é o principal entrave. A disputa envolve não apenas o preço, mas também questões estratégicas para ambos os grupos.
O que está em jogo
A área de 41,2 mil hectares está localizada em Mato Grosso, um dos principais polos agrícolas do país. Para a Cosan, a venda representaria um alívio financeiro significativo. Para os compradores, a aquisição ampliaria suas operações na região.
Até o momento, não há confirmação de que a SLC tenha apresentado uma proposta formal. A Radar, por sua vez, mantém o acordo com o Bom Futuro, mas a pressão competitiva pode levar a renegociações. O desfecho dessa disputa deve ser acompanhado de perto pelo mercado.
