Datafolha: rejeição de Flávio entre mulheres é maior que a de Lula
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Rejeição feminina maior para Flávio

O instituto Datafolha divulgou novos números da corrida presidencial, revelando um cenário de rejeição acentuada para o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) entre as mulheres.

O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01166/2026, mostra que metade das entrevistadas não votaria nele em um primeiro turno. Para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), essa taxa é de 44%.

A margem de erro geral da pesquisa é de dois pontos percentuais, mas, nos recortes por gênero, a variação sobe para três pontos para mais ou para menos. Isso significa que a diferença de seis pontos entre os dois nomes no segmento feminino é estatisticamente significativa e aponta uma desvantagem real para Bolsonaro.

No eleitorado feminino, o patamar de 50% de rejeição acende um alerta e explica o foco das estratégias recentes.

Na rejeição geral, considerando todos os eleitores, Flávio Bolsonaro atinge 48%, enquanto Lula registra 46%, uma diferença que está no limite da margem de erro. Em comparação com levantamentos anteriores, as oscilações ocorreram dentro desses intervalos, indicando estabilidade no quadro eleitoral. Os índices de rejeição são acompanhados de perto, pois, historicamente, candidatos com mais de 40% de rejeição enfrentam obstáculos para vencer no segundo turno.

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Mulheres: foco central das campanhas

O foco no eleitorado feminino não é por acaso. Dados do TSE indicam que as mulheres representam cerca de 52% do eleitorado brasileiro, o que as torna um segmento crucial para qualquer candidatura.

Integrantes da pré-campanha reconhecem que conquistar maior apoio entre as eleitoras é uma das prioridades estratégicas. Para os coordenadores, em uma disputa acirrada, o desempenho nesse grupo poderá ser decisivo.

O Datafolha não detalhou eventuais variações na rejeição ao longo do tempo, mas a atenção redobrada já é visível.

Estratégia bolsonarista mira mulheres

Diante do cenário, a estratégia de Flávio Bolsonaro mira a aproximação com as eleitoras. Uma das principais apostas é a escolha de uma mulher para a vice-presidência. O nome, contudo, ainda não foi definido.

Ao mesmo tempo, a equipe de campanha trabalha para ampliar a comunicação voltada ao público feminino, buscando um discurso mais empático e direto.

Nessa frente, o foco está em Fernanda Bolsonaro, dentista e esposa do senador. Ela deverá ganhar cada vez mais protagonismo, participando de agendas de campanha, concedendo entrevistas e liderando debates sobre saúde da mulher e família. A iniciativa busca humanizar o candidato e reduzir a resistência que ele enfrenta. A ideia é que Fernanda funcione como uma porta-voz das demandas femininas, criando uma ponte entre o candidato e as eleitoras.

Programa “Brasil por Elas” e promessas

Como parte desse esforço, Flávio Bolsonaro lançou recentemente o programa “Brasil por Elas”. As promessas incluem distribuição gratuita de internet e celulares, além de vouchers para creches. O objetivo declarado é atender demandas práticas das famílias, sobretudo das mães que dependem de políticas públicas. A fonte não detalhou o custo ou a forma de financiamento do programa.

Vídeo de Michelle e desgaste político

Paralelamente, um episódio envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ganhou as redes sociais. Em um vídeo, ela relatou ter sido humilhada pelo enteado. O caso gerou desgaste político para a família e levantou questionamentos sobre a imagem pública do pré-candidato. Posteriormente, Michelle e o enteado divulgaram vídeos de reconciliação, numa tentativa de encerrar a controvérsia. O Datafolha não mediu o impacto desse episódio nas intenções de voto, mas o fato mobilizou a comunicação da campanha.

Oscilações e estabilidade

Em meio aos movimentos, a pesquisa aponta que as variações nos índices de rejeição e intenção de voto permaneceram dentro das margens de erro quando confrontadas com rodadas anteriores do mesmo instituto. Isso sugere que, até o momento, as estratégias adotadas não alteraram significativamente o posicionamento dos pré-candidatos.

A fonte não detalhou a periodicidade das futuras pesquisas, mas o cenário de estabilidade reforça a importância de cada ação, especialmente em um segmento que concentra mais da metade do eleitorado.

Com a eleição ainda distante, a disputa pelo voto feminino seguirá como um dos principais campos de batalha. Os próximos levantamentos do Datafolha devem trazer mais luz sobre a efetividade das estratégias em curso e sua influência na decisão das eleitoras.

Enquanto isso, a campanha bolsonarista terá de equilibrar iniciativas propositivas com a necessidade de reverter a imagem negativa que parcela significativa das mulheres ainda mantém em relação ao seu nome.

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