Curativo com inteligência artificial faz computação na pele
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Redação do Site Inovação Tecnológica – 10/07/2026

Um curativo inteligente capaz de realizar computação com inteligência artificial diretamente na pele foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. O adesivo, que se assemelha a um curativo comum, consegue analisar dados de saúde de forma inédita, abrindo caminho para dispositivos vestíveis mais autônomos e precisos.

Inovação em materiais flexíveis

O novo dispositivo foi possível graças ao desenvolvimento de processos de fabricação que permitem a impressão de neurotransistores em materiais flexíveis. Esses processos tornaram viável a impressão de transistores eletroquímicos orgânicos em superfícies flexíveis, integrando poder computacional a um simples adesivo que pode ser colado sobre a pele. A técnica viabilizou a fabricação de neurotransistores robustos e duráveis, capazes de entrar em contato direto com a pele humana sem perder funcionalidade.

Inteligência artificial na pele

O adesivo computacional semelhante à pele consegue analisar dados de saúde usando inteligência artificial de uma forma inédita. Sihong Wang, da Universidade de Chicago, afirmou: “O futuro que estamos tentando concretizar é o de tornar os dispositivos vestíveis e implantáveis mais inteligentes.” Wang complementou: “Trata-se de ajudar as pessoas a terem um médico pessoal e instantâneo integrado aos seus dispositivos.”

Precisão de 99,6% em testes

Utilizando dados reais de mapeamento cardíaco de um coração humano doado, a equipe demonstrou que a matriz extensível consegue localizar as posições da frente de onda com 99,6% de precisão. Esse desempenho se manteve mesmo quando o dispositivo ficou esticado mais de uma vez e meia o seu comprimento normal, evidenciando a robustez do sistema.

A pesquisa representa um passo significativo para a integração de inteligência artificial em dispositivos vestíveis, com potencial para monitoramento contínuo e diagnóstico precoce de condições de saúde. A fonte não detalhou prazos para aplicação comercial, mas os resultados indicam um futuro promissor para a medicina personalizada.

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