Crimes com criptomoedas sobem 155% em 2025
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Os crimes financeiros envolvendo criptomoedas registraram um aumento expressivo de 155% em 2025, segundo dados divulgados. O crescimento ocorreu em meio a ataques atribuídos a hackers ligados à Coreia do Norte, que foram responsáveis por cerca de US$ 2 bilhões em criptoativos roubados no período.

Além disso, as stablecoins passaram a dominar as transações ilícitas, respondendo por 88% de todo o volume associado a endereços criminosos.

Hackers da Coreia do Norte lideram ataques

Os ataques atribuídos a hackers ligados à Coreia do Norte foram responsáveis por cerca de US$ 2 bilhões em criptoativos roubados em 2025. Esse valor representa uma parcela significativa do total de crimes registrados no setor durante o ano.

Em 2025 ocorreu um único roubo de aproximadamente US$ 1,5 bilhão – o maior já registrado no setor, demonstrando a escala das operações criminosas.

Os dados mostram que grupos organizados continuam a explorar vulnerabilidades no ecossistema de criptomoedas para obter ganhos financeiros expressivos. Essa tendência preocupa autoridades e especialistas em segurança digital em todo o mundo.

Stablecoins dominam transações ilícitas

Em 2025, as stablecoins passaram a responder por 88% de todo o volume associado a endereços ilícitos. Essas criptomoedas, que têm seu valor atrelado a moedas tradicionais como o dólar, consolidaram-se como o principal meio de movimentação de recursos no ecossistema criminoso.

Por que stablecoins?

A preferência por stablecoins ocorre devido à sua maior estabilidade de preço em comparação com outras criptomoedas, facilitando transações de grande valor. Além disso, a infraestrutura disponível para essas moedas digitais tem sido amplamente utilizada por grupos criminosos.

Essa mudança no perfil das transações ilícitas representa um novo desafio para os mecanismos de controle e monitoramento.

Rússia lança token lastreado em rublo

A Rússia lançou o token A7A5, lastreado em rublo, em fevereiro de 2025. Em menos de um ano, o token A7A5 movimentou mais de US$ 88,7 bilhões, demonstrando rápida adoção no mercado.

O token A7A5 foi utilizado como instrumento para facilitar evasão de sanções por meio de blockchain, segundo as informações disponíveis. Essa iniciativa representa uma tentativa de contornar restrições financeiras internacionais através de tecnologia de registro distribuído.

O volume expressivo de movimentações em pouco tempo chama atenção para o potencial uso de criptomoedas em contextos geopolíticos sensíveis.

Irã movimenta bilhões em criptomoedas

Redes alinhadas ao Irã movimentaram mais de US$ 2 bilhões em criptomoedas em 2025. As criptomoedas foram utilizadas para viabilizar esquemas de lavagem de dinheiro, comércio ilícito de petróleo e aquisição de armas e commodities.

As movimentações partiram de carteiras confirmadas em designações de sanções, indicando o uso deliberado desses ativos digitais para contornar restrições internacionais.

Essa prática demonstra como as criptomoedas podem ser empregadas em atividades que desafiam regimes de controle estabelecidos. O volume significativo de transações reforça a necessidade de maior vigilância sobre o setor.

Infraestrutura ilícita permanece ativa

Grupos de ransomware, mercados ilegais, distribuidores de malware e operadores de golpes continuam dependendo de provedores de infraestrutura ilícita. Essa dependência mantém uma rede de serviços que sustentam diversas modalidades de crimes cibernéticos.

A persistência dessas estruturas dificulta os esforços de combate às atividades criminosas no ambiente digital. Além disso, a evolução constante das técnicas utilizadas por esses grupos representa um desafio contínuo para as autoridades.

A fonte não detalhou quais são os principais provedores de infraestrutura ilícita atualmente em operação.

O post “Crime com criptomoedas cresce 155% em 2025” aparece primeiro em Startupi. A matéria foi escrita por Marystela Barbosa, segundo as informações disponíveis.

Os dados apresentados destacam a complexidade e a escala dos desafios enfrentados no combate aos crimes financeiros digitais. As autoridades internacionais continuam a buscar mecanismos mais eficazes para monitorar e coibir essas atividades ilícitas.

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