NR-1 amplia exigências sobre saúde mental e riscos psicossociais
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A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) amplia as exigências sobre saúde mental nas empresas, transformando os riscos psicossociais em um indicador obrigatório de gestão. A medida, que entra em vigor com fiscalização prevista a partir de maio de 2026, pressiona as organizações a acelerarem a adaptação a um novo cenário, no qual a saúde mental deve integrar a estratégia de gestão de riscos e compliance.

Recorde de afastamentos por transtornos mentais

Dados da Gupy apontam um recorde de afastamentos por transtornos mentais em 2025, com mais de 546 mil casos registrados. O levantamento indica que cerca de 4 em cada 10 profissionais já apresentam algum nível de risco psicossocial. Os números reforçam a urgência de medidas estruturadas no ambiente corporativo.

Rui Brandão, da Conexa, afirma que o impacto financeiro é de aproximadamente R$ 3,7 bilhões pagos em benefícios. A média de benefício é de R$ 1,5 mil a R$ 2 mil por mês por beneficiário, durante cerca de quatro meses de afastamento. Esses valores evidenciam o custo elevado dos transtornos mentais para as empresas e para a Previdência Social.

Sobrecarga cognitiva atinge 93% das companhias

Um levantamento da Conexa em parceria com a Zenklub indica que 93% das companhias apresentam alto risco de sobrecarga cognitiva. Rui Brandão afirma que o impacto se traduz em menor eficiência operacional, queda de performance e aumento de custos invisíveis. A sobrecarga cognitiva aparece em praticamente todos os segmentos, sendo considerada um risco transversal que atinge diferentes setores e perfis.

Como as empresas devem se adaptar

A atualização da norma exige que as empresas identifiquem e monitorem os riscos psicossociais de forma estruturada, com participação ativa dos trabalhadores. O primeiro passo é aplicar questionários para mapear os riscos. Depois, é necessário cruzar esses dados com indicadores já existentes, como pesquisas de clima, atestados médicos, afastamentos e dados do plano de saúde. A empresa deve estruturar um plano de ação a partir do cruzamento de dados.

Na prática, isso significa incorporar métricas, tecnologia e governança. A fiscalização está prevista a partir de maio de 2026, o que pressiona as empresas a acelerarem a adaptação. O novo cenário exige que a saúde mental passe a integrar a estratégia de gestão de riscos e compliance.

Investimento em saúde mental gera retorno

Estudos da Organização Mundial da Saúde indicam que cada dólar investido em saúde mental pode gerar até quatro dólares em produtividade. Além do retorno financeiro, existe impacto direto na percepção de marca e na capacidade de atrair talentos, além da redução do presenteísmo. Os riscos psicossociais, antes vistos como questão de bem-estar, agora são tratados como indicador de gestão.

A matéria foi baseada em informações publicadas no portal Startupi, em texto de Marystela Barbosa. A fonte não detalhou outros aspectos além dos mencionados.

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