Coreia do Norte lança míssil balístico ao mar, diz exército
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A Coreia do Norte lançou pelo menos um míssil balístico sobre o Mar do Japão na quinta-feira (6), segundo o exército sul-coreano. Além disso, o disparo ocorreu na região de Wonsan e, conforme o Japão, não há impacto nas zonas em torno do país.

O Estado-Maior Conjunto sul-coreano (JCS) informou que o míssil balístico de curto alcance foi lançado por volta das 17h00. Portanto, Seul e Tóquio acompanham a situação e mantêm prontidão para eventuais novos disparos.

  • Data: quinta-feira
  • Hora: por volta das 17h00
  • Local: Wonsan
  • Destino: Mar de Leste (Mar do Japão)

Lançamento ocorreu na região de Wonsan

O JCS detalhou que o míssil seguiu em direção ao Mar de Leste, também conhecido como Mar do Japão. Além disso, o ministério da Defesa do Japão confirmou a informação na plataforma X e reforçou que não há impacto nas zonas em torno do país. Ademais, as autoridades sul-coreanas elevaram a vigilância e compartilham informações com os EUA e o Japão.

A resposta coordenada busca minimizar riscos de escalada na região. Dessa forma, a prontidão militar foi aumentada, com foco em possíveis novos disparos.

Seul e Tóquio reforçam prontidão

O ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, afirmou que as forças armadas do Japão precisam ser reforçadas com “sentido de urgência e de crise”. Em seguida, a declaração veio após a confirmação do lançamento. Por outro lado, Kim Yo-jong, figura influente do regime, respondeu dizendo que Pyongyang irá estabelecer opções militares adicionais devido à transformação do Japão.

O Ministério da Defesa japonês recusou comentar o discurso de Kim Yo-jong, mas afirmou que as capacidades de defesa do país se mantêm no mínimo indispensável. Ademais, a pasta ressaltou que a defesa é limitada à autodefesa, dentro da Constituição pacifista e das leis internacionais. Consequentemente, a troca de declarações acentua o ambiente de tensão.

Contexto nuclear e hostilidade

Estado nuclear “irreversível”

A Coreia do Norte tem se declarado repetidamente um Estado nuclear “irreversível” desde o fracasso da cúpula de 2019 entre Kim Jong-un e Donald Trump. Além disso, o regime também classificou Seul como seu inimigo “mais hostil”. Dessa forma, essa postura endurecida ocorre em paralelo ao aprofundamento dos laços com a Rússia. Por exemplo, segundo analistas, Pyongyang forneceu militares e munições para a guerra na Ucrânia, fortalecendo a aliança com Moscou.

Diplomacia sem resposta

O governo sul-coreano busca uma saída diplomática. Por exemplo, o presidente Lee Jae Myung ofereceu a Pyongyang conversações sem condições prévias desde que assumiu o poder em junho de 2025. No entanto, o regime norte-coreano ainda não respondeu às sucessivas propostas, deixando o diálogo em compasso de espera. Assim sendo, a comunidade internacional aguarda uma resposta que possa aliviar as tensões.

Japão amplia gastos militares

Tóquio aumentou em 9,7% a despesa militar, para 62,2 bilhões de dólares (53,8 bilhões de euros), em 2025, equivalente a 1,4% do PIB. Dessa forma, o movimento ocorre em meio ao endurecimento de Pyongyang e a pressões regionais. Por outro lado, a China manifestou preocupação com o que considera um “novo militarismo” do Japão.

O governo japonês afirma que suas ações estão dentro dos limites constitucionais. No entanto, a resposta de Kim Yo-jong, prometendo “opções militares adicionais”, sinaliza que Tóquio se tornou um alvo retórico relevante. Em resumo, o aumento dos gastos reflete um novo cálculo estratégico.

Coreias seguem tecnicamente em guerra

As duas Coreias continuam tecnicamente em guerra, pois o conflito de 1950-53 terminou com um armistício e não com um tratado de paz. Consequentemente, essa condição contribui para a volatilidade na península. Ademais, o lançamento mais recente, embora sem danos diretos, reforça o padrão de testes que mantém a região em alerta.

A comunidade internacional acompanha os desdobramentos. Além disso, a falta de resposta de Pyongyang às ofertas de diálogo de Seul mantém o ciclo de desconfiança. Portanto, a expectativa é de que novas ações militares possam ocorrer nos próximos dias.

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