O dirigente do Federal Reserve (Fed) Christopher Waller sinalizou que está disposto a eliminar o chamado “viés de flexibilização” da política monetária. Ele defende a manutenção das taxas de juros no patamar atual até que a inflação mostre sinais consistentes de retorno à meta de 2%. As declarações foram publicadas no site do Fed e ampliam o dilema enfrentado pelo novo presidente da instituição, Kevin Warsh, que toma posse nesta sexta-feira.
Waller defende manutenção dos juros
Em suas declarações, Waller afirmou que não está defendendo um aumento neste momento. No entanto, ele acredita que, no mínimo, o Fed precisa manter a taxa de política monetária atual até a inflação demonstrar sinais de retorno à meta de 2% do Fed. O dirigente teme que a inflação esteja se ampliando e se tornando mais persistente, o que justificaria uma postura mais cautelosa.
“Não vejo a perspectiva de um enfraquecimento do mercado de trabalho como a força dominante que deve orientar a política monetária nos próximos meses”, disse Waller, segundo o texto publicado. A declaração reforça sua posição de que o foco principal deve ser o combate à inflação, e não o estímulo ao emprego.
Mercado ajusta expectativas
Antes dos comentários de Waller, os investidores apostavam em um aumento inicial da taxa apenas em dezembro. As novas declarações, no entanto, podem levar a uma revisão dessas expectativas, já que o dirigente sinaliza que não há pressa para afrouxar a política monetária. O Fed manteve as taxas de juros em sua última reunião, e espera-se que os formuladores de política monetária voltem a mantê-las quando se reunirem em 16 e 17 de junho.
Essa será a primeira reunião sob o comando do novo presidente do Fed, Kevin Warsh, que assume em meio a um cenário de incertezas sobre os rumos da economia. As declarações de Waller ampliam o dilema de Warsh, que precisará equilibrar as pressões por cortes de juros com a necessidade de conter a inflação.
Contexto e próximos passos
Waller foi candidato a suceder o presidente cessante do Fed, Jerome Powell, o que dá ainda mais peso às suas declarações. Embora não tenha sido escolhido, sua opinião continua influente dentro do comitê de política monetária. A fonte não detalhou se outros dirigentes compartilham da mesma visão, mas a postura de Waller sugere que o Fed pode manter uma abordagem mais conservadora nos próximos meses.
Com a inflação ainda acima da meta e o mercado de trabalho aquecido, a expectativa é que o banco central americano continue monitorando os dados antes de qualquer mudança na taxa de juros. As próximas reuniões serão cruciais para definir o rumo da política monetária nos Estados Unidos.
Fonte
- www.infomoney.com.br
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