Citi muda posição no real com tensões no Oriente Médio
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Banco Citi muda posição no real

O banco Citi alterou sua posição na moeda brasileira de “overweight” para neutra. A mudança foi motivada pelas “crescentes tensões geopolíticas” no cenário internacional.

Segundo a instituição, o aumento da volatilidade após o início do conflito no Oriente Médio impactou significativamente as economias emergentes.

Impacto nas divisas emergentes

Na avaliação dos analistas, a escalada das tensões “pesou fortemente” sobre as divisas de países em desenvolvimento. O real foi particularmente afetado por esse movimento de aversão a risco nos mercados globais.

Essa reavaliação ocorre em um momento de incerteza crescente nas relações internacionais.

Real mostra vulnerabilidade recente

Nos últimos dois pregões, a moeda brasileira recuou quase 2,8% ante o dólar norte-americano. Apesar dessa queda recente, o saldo anual segue positivo em 3,8% na comparação com a divisa dos Estados Unidos.

O desempenho mista reflete a volatilidade que tem caracterizado os mercados cambiais nas últimas semanas.

Mudança no posicionamento dos investidores

O movimento de desvalorização ocorre após um primeiro trimestre com aumento substancial das posições “compradas” em real. A moeda vinha registrando posição comprada relevante no período anterior, sustentada por condições favoráveis.

Esse cenário anterior contribuiu para a vulnerabilidade atual diante da mudança no humor dos investidores.

Fatores que sustentaram posição anterior

A posição comprada em real foi mantida anteriormente pelo carry trade atrativo oferecido pela moeda brasileira. Dinâmicas favoráveis em termos de trocas comerciais também apoiaram o otimismo dos investidores.

Esses elementos combinados tornaram o real uma opção interessante para carteiras internacionais.

Vulnerabilidade em cenário de aversão a risco

Contudo, esse mesmo movimento tornou a moeda brasileira “mais vulnerável ao recente cenário de aversão a risco”. Quando os investidores buscam refúgio em ativos mais seguros, divisas como o real tendem a sofrer pressão vendedora.

A transição de um ambiente favorável para um de cautela explica parte da reavaliação feita pelo Citi.

Posições mantidas em outras moedas

Apesar da posição neutra no real, o Citi continua comprado na moeda brasileira, no peso mexicano e na lira turca. Essas posições são mantidas contra dólar canadense, franco suíço e baht tailandês.

A estratégia busca diversificar a exposição a diferentes economias emergentes.

Estratégia de carry trade

O objetivo dessa configuração é “capturar o carry das moedas de maior rendimento e posicionamento moderado”. O carry trade envolve tomar emprestado em moedas com juros baixos para investir em divisas que oferecem retornos mais altos.

Essa abordagem permite aproveitar diferenças nas taxas de juros entre países.

Inflação reforça cautela do Banco Central

Os analistas do Citi consideram que a “surpresa” altista no Índice de Preço de Consumidor Amplo – 15 reforça a probabilidade de cautela do Banco Central. A prévia da inflação foi divulgada na última sexta-feira, 27 de abril, mostrando aumento de 0,84% no segundo mês do ano.

O resultado ficou bem acima das expectativas do mercado, que projetavam alta de 0,56%.

Desaceleração anual do IPCA-15

No acumulado dos 12 meses, o IPCA-15 desacelerou de 4,50% para 4,10%. “Esse quadro está alinhado com a expectativa dos nossos economistas”, diz o relatório do banco.

A combinação entre inflação mensal mais forte e desaceleração anual cria um cenário complexo para os formuladores de política monetária.

Expectativas para a taxa de juros

O banco espera um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na próxima decisão do Comitê de Política Monetária. Atualmente, a taxa de juros brasileira está fixada em 15% ao ano.

A redução moderada reflete o cuidado necessário diante do comportamento recente dos preços ao consumidor.

Condução cautelosa do ciclo de cortes

A condução “com cautela” do ciclo de cortes mencionada pelo Citi sugere que o Banco Central pode adotar um ritmo mais lento na flexibilização monetária. Essa abordagem busca equilibrar o estímulo à economia com o controle da inflação.

O cenário geopolítico acrescenta mais uma camada de complexidade a essas decisões.

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