Carteira recomendada de setembro: Ágora troca Itaú por B3
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A Ágora Investimentos divulgou sua carteira recomendada de ações para setembro, promovendo uma mudança significativa: a saída de Itaú (ITUB4) e a entrada de B3 (B3SA3). O ajuste foi anunciado pela equipe de analistas da casa, que busca posicionar o portfólio diante do cenário macroeconômico atual. A decisão reflete uma reavaliação das oportunidades no mercado de capitais brasileiro.

Segundo a Ágora, a B3 combina posição quase monopolista na infraestrutura do mercado de capitais brasileiro com forte alavancagem operacional e geração de caixa recorrente. Esses atributos, na visão dos analistas, tornam a ação atrativa para o momento. A inclusão da empresa ocorre em um contexto de expectativa de queda da taxa Selic, que tende a reaquecer os volumes de renda variável.

Por que a B3 entrou na carteira

A tese de valuation da B3 se apoia no desconto do papel frente à sua média histórica de P/L (preço sobre o lucro). De acordo com o BBI, braço de investimentos do Itaú, a expectativa de queda da Selic tende a reaquecer volumes de renda variável, ofertas e novos investidores. Esse cenário favorece diretamente as operações da B3, que atua como infraestrutura essencial do mercado.

Além disso, a diversificação de receitas reduz a dependência do giro de ações, enquanto a política robusta de proventos e recompras sustenta um retorno total atrativo. Para os analistas, esses fatores reforçam a resiliência do negócio em diferentes ciclos econômicos. A combinação de crescimento e remuneração ao acionista foi determinante para a escolha.

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As 10 ações recomendadas

Além da nova integrante, completam o portfólio as ações da Allos (ALOS3), Axia Energia (AXIA3), BTG Pactual (BPAC11), Copasa (CSMG3), ISA Energia (ISAE4), Petrobras (PETR4), Sabesp (SBSP3), Vale (VALE3) e Vibra Energia (VBBR3). A seleção abrange setores variados, como energia, saneamento, mineração e serviços financeiros. A diversificação busca equilibrar riscos e capturar oportunidades em diferentes frentes.

A presença de empresas como Petrobras e Vale indica exposição a commodities, enquanto Sabesp e Copasa representam o setor de saneamento. Já BTG Pactual e B3 reforçam a aposta no mercado financeiro. A Ágora não detalhou os pesos de cada ativo na carteira, mas a lista reflete uma visão construtiva para a bolsa brasileira.

Desempenho em agosto ficou negativo

Em agosto, até o dia 27, a carteira registrou desempenho negativo de 4%, ante recuo de 1,6% do Ibovespa (IBOV), principal índice da Bolsa brasileira. O resultado mostra que a seleção anterior teve perdas superiores às do benchmark no período. A Ágora não comentou os motivos específicos para o desempenho, mas a troca de ativos sugere uma tentativa de melhorar a performance.

A diferença de 2,4 pontos percentuais em relação ao Ibovespa evidencia o desafio de superar o índice em momentos de volatilidade. A nova composição, com a entrada da B3, pode buscar reduzir essa lacuna. No entanto, a fonte não detalhou projeções de retorno para setembro.

O que esperar para setembro

Com a Selic em trajetória de queda, o mercado de ações tende a se beneficiar de maior apetite por risco. A Ágora aposta em empresas com fundamentos sólidos e capacidade de gerar caixa, como B3 e BTG Pactual. A carteira recomendada para setembro reflete essa estratégia, priorizando negócios com vantagens competitivas claras.

A inclusão da B3, em particular, sinaliza confiança na retomada dos volumes negociados na B3. A expectativa de novos investidores e ofertas pode impulsionar as receitas da companhia. Ainda assim, a Ágora não forneceu metas de preço ou projeções de lucro para os ativos selecionados.

Para os investidores, a atualização da carteira serve como referência, mas não substitui a análise individual. A recomendação da Ágora é baseada em cenários que podem mudar conforme os dados econômicos. A fonte não detalhou os critérios de exclusão do Itaú, limitando-se a informar a substituição.

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