Preço do bitcoin hoje: BTC tenta firmar alta aos US$ 77 mil
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O bitcoin (BTC) opera em leve alta neste sábado (29), mantendo o patamar de US$ 77 mil, na tentativa de recuperar as perdas das últimas 24 horas e caminha para ganho de 1% na semana. O movimento ocorre após um período de forte aversão ao risco, desencadeado por declarações do ex-candidato à presidência do Federal Reserve, Kevin Warsh, e por dados de inflação acima do esperado nos Estados Unidos.

A criptomoeda, que chegou a cair abaixo de US$ 70 mil na véspera, agora busca estabilidade em meio a um mercado ainda cauteloso.

Segundo dados do CoinMarketCap e estimativas de veículos especializados, dezenas de bilhões de dólares em valor de mercado das criptomoedas chegaram a ser eliminados durante o movimento de aversão ao risco. O tombo não se limitou ao bitcoin: ethereum, solana e outras altcoins também registraram perdas expressivas, refletindo a fragilidade do sentimento do investidor diante de incertezas macroeconômicas. A recuperação atual, embora modesta, indica uma tentativa de recomposição de posições por parte de compradores que enxergam o nível de US$ 70 mil como suporte relevante.

O gatilho: declarações de Warsh e inflação

No Jackson Hole, Warsh afirmou que o Fed “terá trabalho a fazer” caso a inflação não caminhe rapidamente para a meta de 2%. Segundo ele, “o progresso [de levar a inflação à meta] nos últimos dois anos tem sido modesto”. As declarações reforçaram o temor de que o banco central americano possa manter os juros elevados por mais tempo, o que tende a pressionar ativos de risco, incluindo criptomoedas.

O cenário se agravou com a divulgação do Índice de Preços de Gastos de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês), a inflação preferida do Fed, que registrou alta de 3,7% em agosto — acima da meta e das expectativas do mercado. O dado reacendeu apostas de que o Fed poderá elevar os juros em sua próxima reunião, reduzindo a atratividade de investimentos especulativos. A combinação de discurso hawkish e inflação persistente criou um ambiente hostil para o mercado cripto, levando a uma onda de vendas generalizada.

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Liquidações bilionárias no mercado futuro

A queda também provocou uma onda de liquidações no mercado de derivativos. CryptoSlate, Decrypt e CryptoPotato, citando plataformas de monitoramento, estimam que cerca de US$ 480 milhões a US$ 490 milhões em posições de futuros de criptomoedas foram liquidadas em um período de 24 horas. A maior parte dessas liquidações ocorreu em posições compradas (longs), que apostavam na continuidade da alta do bitcoin e foram forçadas a encerrar posições conforme os preços despencavam.

Esse movimento de liquidação em cascata amplificou a volatilidade, uma vez que ordens de stop-loss foram acionadas em sequência, acelerando a queda. A magnitude das liquidações, embora significativa, ficou abaixo de eventos anteriores de estresse extremo, mas serviu como alerta para o alto grau de alavancagem ainda presente no mercado. A recuperação atual sugere que parte do excesso de alavancagem foi eliminada, abrindo espaço para uma base mais saudável.

O que esperar da reunião do Fed

Agora, os mercados devem voltar as atenções para a reunião do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed em setembro e para os indicadores econômicos divulgados antes da decisão. Os dados serão fundamentais para determinar se o Fed terá espaço para elevar os juros em 25 pontos-base. Uma elevação nessa magnitude poderia pressionar ainda mais o bitcoin, enquanto uma pausa poderia dar fôlego para uma recuperação mais consistente.

Além das próximas leituras de inflação e atividade, os investidores devem monitorar a evolução das apostas para os juros em setembro, o comportamento dos fluxos para os ETFs de Bitcoin e a capacidade do BTC de sustentar o suporte na região de US$ 70 mil. A manutenção desse nível é vista como crucial para evitar uma nova onda de vendas; caso contrário, o próximo suporte relevante estaria em patamares inferiores, ainda não especificados pelas fontes.

Perspectivas para o bitcoin no curto prazo

No curto prazo, o bitcoin enfrenta um cabo de guerra entre fundamentos macroeconômicos adversos e a resiliência demonstrada por compradores em níveis-chave. A leve alta deste sábado, embora ainda tímida, sinaliza que o mercado pode estar entrando em uma fase de consolidação após o choque inicial. Contudo, a ausência de catalisadores positivos imediatos mantém o viés de cautela.

Investidores de longo prazo, por sua vez, podem interpretar a queda como oportunidade de acumulação, especialmente diante da perspectiva de adoção institucional crescente e da aproximação de eventos como o halving. Ainda assim, a fonte não detalhou projeções específicas de preço para os próximos dias, limitando-se a destacar a importância dos níveis técnicos mencionados.

Em resumo, o bitcoin tenta firmar alta aos US$ 77 mil após um período de forte turbulência, com o mercado atento aos próximos passos do Fed e à evolução dos fluxos de capital. A capacidade de sustentar o suporte em US$ 70 mil será determinante para definir se a atual recuperação é apenas um respiro ou o início de uma retomada mais duradoura.

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