BTG prevê queda no lucro de quase metade das empresas no 1º trimestre
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A temporada de balanços do primeiro trimestre começa nesta semana, com os números da Usiminas na sexta-feira, 24. Nesse contexto, o BTG projeta que quase metade das empresas listadas sob sua cobertura registrará piora no lucro líquido no período.

A principal causa apontada é o impacto dos juros elevados sobre as despesas financeiras, que continuam a pesar nos resultados finais das companhias.

Impacto dos juros elevados nos resultados financeiros

No fim do primeiro trimestre, a taxa Selic caiu 0,25 ponto percentual, para 14,75%. Essa redução, no entanto, ficou abaixo das projeções mais otimistas de uma primeira queda de 0,5 p.p.

Consequentemente, a queda da Selic foi insuficiente para provocar um alívio nas despesas financeiras das empresas. As expectativas de um ciclo de queda de juros mais intenso deram lugar a preocupações sobre os efeitos econômicos das guerras do Oriente Médio.

Cenário operacional mostra resiliência

Na linha operacional, o quadro é mais positivo. O BTG projeta que 74% das companhias devem registrar crescimento de EBITDA na comparação anual.

Entre as empresas que devem apresentar piora na última linha, quase metade deve mostrar melhora operacional. Esse contraste evidencia que, apesar da pressão financeira, muitas empresas mantêm fundamentos sólidos em suas atividades principais.

Casos que ilustram a divergência de desempenho

Vulcabras: queda no lucro, mas crescimento operacional

A Vulcabras encerrou 2025 com uma dívida líquida de R$ 769,4 milhões, frente a R$ 22,6 milhões um ano antes. A maior parte da captação da Vulcabras ocorreu no segundo semestre, o que vem elevando as despesas financeiras.

Para o primeiro trimestre, o BTG projeta:

  • Queda de 18,2% no lucro líquido da Vulcabras
  • Crescimento de 10,6% no EBITDA da Vulcabras na comparação anual

Dexco: crescimento operacional com desafios financeiros

Para o primeiro trimestre, o BTG projeta:

  • Crescimento de 26,1% no EBITDA da Dexco
  • Queda de 36,4% no lucro líquido da Dexco

No quarto trimestre de 2025, a dona da Deca registrou um prejuízo financeiro de R$ 222,5 milhões, 42,4% superior ao do mesmo período de 2024. A Dexco encerrou 2025 com:

  • Queda de 46% no lucro líquido
  • EBITDA avançando 12% no quarto trimestre

Endividamento e juros pesam na conta das empresas

O aumento das despesas financeiras da Dexco foi motivado pelo maior endividamento médio e pelos juros considerados em patamares ainda elevados pela companhia. Esse cenário não é isolado, refletindo uma tendência mais ampla no mercado.

A Multiplan em 2025 sofreu um aumento de 179% em seu prejuízo financeiro, para R$ 537,7 milhões. Segundo o BTG, no primeiro trimestre:

  • O lucro da Multiplan deverá encolher 25,1%
  • Seu EBITDA deverá estar em alta de 0,9%

Perspectivas para os próximos trimestres

O início da temporada de resultados trará mais clareza sobre o impacto real dos juros nas empresas. A performance operacional positiva sugere que, com um eventual alívio nas taxas, os resultados líquidos podem melhorar.

No entanto, a volatilidade externa e as incertezas econômicas mantêm o cenário desafiador. A atenção agora se volta para os balanços que serão divulgados nas próximas semanas.

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