Uma mudança radical na cobrança

A Softo, empresa que tem como clientes grandes nomes como iFood e Stone, implementou recentemente uma mudança radical em sua operação. A transformação não está no produto ou no mercado, mas sim em como a empresa cobra por seus serviços.

Por décadas, o modelo dominante na indústria de desenvolvimento de software foi a cobrança por hora ou por tempo de desenvolvimento do projeto. Essa realidade está sendo questionada.

O modelo tradicional começa a deixar de fazer sentido com o aumento de produtividade trazido pela inteligência artificial. Fábio, referência nas claims, questiona qual é o modelo econômico que sustenta a relação comercial quando o negócio que se fazia em um mês passa a ser feito em dois dias.

Essa reflexão levou a Softo a repensar completamente sua estrutura de preços. A empresa busca um formato que se alinhe melhor com a nova realidade tecnológica.

O impacto da IA no desenvolvimento de software

Para entender o novo modelo de cobrança da Softo, é preciso compreender o que a inteligência artificial fez com o desenvolvimento de software. Na visão de Fábio, a IA resolveu a etapa mais cara e escassa do processo: escrever código.

Antes, se fazia 100% de uma tarefa manualmente no desenvolvimento de software. Isso exigia horas significativas de trabalho especializado.

Hoje, a IA faz 90% da tarefa e o desenvolvedor ajusta os 10% restantes. Essa mudança representa uma revolução na eficiência operacional.

Claude Code: um divisor de águas

Fábio aponta o Claude Code, ferramenta da Anthropic lançada no início de 2025, como um divisor de águas para o setor. Para ele, o ponto de inflexão veio com o lançamento do modelo Opus, em novembro de 2025.

Em apenas quatro meses, a situação do setor mudou completamente. A fonte não detalhou os aspectos técnicos específicos dessa transformação.

Um modelo mais justo para clientes

O novo modelo de cobrança da Softo fica muito mais fácil e muito mais justo para o cliente, segundo as informações disponíveis. No formato anterior, os clientes precisavam fazer um investimento grande com resultado incerto.

Eles assumiam todo o risco financeiro do desenvolvimento. Agora, ao invés desse cenário, o cliente investe menos e a remuneração extra só vem se o resultado vier.

Essa abordagem alinha os interesses da Softo com os de seus clientes. Cria uma parceria onde o sucesso é compartilhado.

Benefícios para empresas como iFood e Stone

Empresas como iFood e Stone, que dependem de soluções tecnológicas robustas, se beneficiam de um modelo que reduz o risco inicial. O formato premia resultados concretos.

A transição representa uma adaptação necessária às mudanças estruturais que a IA trouxe para toda a cadeia de desenvolvimento. A fonte não detalhou os valores específicos envolvidos nessa mudança.

Transformações no mercado de trabalho tecnológico

Na visão de Fábio, se algo ficou mais barato, mais gente vai querer usar, não menos. Essa perspectiva contraria temores iniciais sobre a IA eliminar postos de trabalho no setor tecnológico.

O que se observa é uma demanda maior por profissionais. Empresas como a Anthropic estão aumentando as contratações e pagando 400 mil dólares por ano para desenvolvedores.

Isso indica valorização das habilidades humanas complementares à IA. O mercado de vagas voltou a crescer, segundo dados de plataformas como o Indeed.

Impacto no empreendedorismo brasileiro

Para Fábio, a IA derrubou barreiras de entrada ao empreendedorismo no Brasil. Permite que mais pessoas consigam tirar suas ideias do papel.

O que não significa que empreender ficou mais fácil, porque você também tem mais concorrência. Cria-se um ecossistema mais dinâmico e competitivo.

Adaptação necessária ao novo cenário

A mudança na Softo reflete uma adaptação necessária a um setor em transformação acelerada. O modelo tradicional de cobrança por hora tornou-se inadequado quando a produtividade aumentou exponencialmente.

Empresas que se recusam a adaptar seus modelos de negócio podem enfrentar dificuldades para competir. O mercado está cada vez mais eficiente.

Clientes como iFood e Stone, que operam em setores altamente competitivos, buscam parceiros que ofereçam não apenas tecnologia. Eles querem modelos comerciais alinhados com a nova realidade.

A Softo parece ter compreendido que a inovação não está apenas no código que produz. Está também na forma como estrutura suas relações comerciais.

Essa evolução pode servir como referência para outras empresas do setor. Muitas enfrentam dilemas similares de adaptação.

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