O BTG Pactual realizou uma rodada de reuniões com 36 clientes no Rio de Janeiro para discutir as perspectivas do setor de petróleo e gás. O encontro revelou uma mudança no radar dos investidores: Petrobras, Prio e distribuidoras de combustíveis perderam espaço, enquanto a OceanPact emergiu como a grande surpresa.
OceanPact rouba a cena
Segundo o BTG Pactual, a OceanPact foi a surpresa positiva da rodada de encontros. A empresa gerou um nível de interesse desproporcional ao seu valor de mercado e, em pelo menos uma das reuniões, dominou boa parte da conversa. O banco não detalhou os motivos específicos do entusiasmo, mas o fato de uma companhia de menor porte atrair tanta atenção em meio a gigantes do setor chamou a atenção dos analistas.
Petrobras sob pressão
O sentimento em relação à Petrobras permanece entre negativo e neutro, de acordo com o BTG Pactual. Muitos investidores ainda mantêm posição na estatal devido ao seu peso de aproximadamente 12% no Ibovespa, mas a maioria está abaixo da participação de referência (underweight), enquanto alguns fundos mantêm posições vendidas. O posicionamento reflete principalmente o fluxo recente de notícias sobre um possível cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, e não fatores específicos da companhia. O aumento do capital de giro relacionado ao programa de subvenção aos combustíveis não aparece entre as principais preocupações dos investidores, e a expectativa é que o governo continue realizando os pagamentos nos próximos meses.
O BTG Pactual observou um interesse crescente na operação entre PETR4 e PETR3, diante da possibilidade de encerramento da venda de ações da Petrobras pelo BNDES. No pregão de hoje, por volta das 12h07 (de Brasília), PETR4 subia 0,28% no Ibovespa, cotada a R$ 38,91, e PETR3 recuava 0,07%, a R$ 43,31.
Prio perde a unanimidade
A Prio deixou de ser a escolha quase unânime entre os investidores acompanhados pelo BTG Pactual. A maioria continua avaliando positivamente a companhia e sua administração, além de enxergar com bons olhos uma eventual política de dividendos no curto prazo. No entanto, parte dos investidores passou a demonstrar preocupação com a volatilidade operacional recente da Prio. Na avaliação do BTG Pactual, o aumento da volatilidade não representa uma mudança estrutural, mas sim uma característica compatível com a atuação offshore e com o portfólio concentrado da companhia. A consequência foi uma redução de exposição por parte de investidores que já possuíam posição na Prio, enquanto muitos preferem aguardar um momento mais favorável para voltar às compras. No mesmo horário, PRIO3 tinha queda de 0,89%, a R$ 56,72.
Brava e PetroReconcavo sem brilho
A Brava Energia (BRAV3) segue cercada por expectativas de que a colombiana Ecopetrol assuma o controle da companhia, embora as incertezas sobre a estratégia futura para os ativos impeçam uma visão mais definida. Já a PetroReconcavo (RECV3) despertou pouco interesse, diante da ausência de catalisadores visíveis para crescimento. Enquanto isso, a OceanPact (OPCT3) caía 1,11%, cotada a R$ 9,83, em linha com a volatilidade do setor no pregão de hoje, enquanto o mercado avalia a situação no Oriente Médio.
Fonte
- www.moneytimes.com.br
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- o fluxo recente de notícias sobre um possível cessar-fogo entre Estados Unidos e (www.seudinheiro.com)
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