Bradesco: banco conversacional inaugura era dos multiagentes
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O Bradesco projeta a chegada da era do “banco conversacional”, modelo impulsionado por ecossistemas multiagentes no qual a inteligência artificial (IA) ganha autonomia para agir dentro dos processos financeiros. A visão, divulgada pelo Startupi, aponta que a conexão entre IA, APIs e sistemas institucionais é o caminho para evoluir da simples interpretação de pedidos para a resolução efetiva de solicitações. Com dez anos de desenvolvimento da BIA, o banco já opera a tecnologia em larga escala, com resultados expressivos.

Evolução no setor financeiro

No setor financeiro, essa evolução passa pela conexão da Inteligência Artificial com o amplo conjunto de APIs e sistemas das instituições. Em vez de apenas compreender o que o cliente deseja, o agente digital passa a ser capaz de executar ações concretas. Essa mudança de patamar é o que sustenta a ideia de um banco conversacional. A tecnologia, nesse desenho, deixa de ser um canal isolado e se torna parte de uma estrutura integrada de atendimento e operação.

Na prática, a combinação entre IA, APIs e sistemas permite que o atendimento conversacional seja apenas o ponto de partida. A publicação sugere que o avanço depende da capacidade de transformar uma solicitação em uma ação resolvida dentro do próprio ecossistema digital. Essa abordagem, segundo a visão apresentada, representa uma mudança de paradigma. O termo “banco conversacional”, na visão apresentada, descreve um ambiente em que cada interação pode ser efetivamente transformada em ação. Esse movimento, no entanto, não ocorre sem contrapartidas. A fonte não detalhou prazos para essa transição.

Ecossistemas de agentes internos

Nos processos internos, isso abre espaço para ecossistemas nos quais diferentes agentes podem se comunicar, compartilhar contexto e coordenar ações entre si. A integração permite que uma solicitação iniciada em um ponto seja conduzida por diferentes sistemas até sua conclusão. Esse desenho amplia a capacidade de resposta da instituição como um todo. A coordenação entre os agentes está no centro do modelo descrito.

Ao mesmo tempo, essa integração exige que a adoção da tecnologia esteja associada a estruturas de governança e critérios de risco capazes de estabelecer os limites de atuação dos agentes. A fonte não detalhou, porém, como esses limites serão definidos na prática. A trajetória da BIA ajuda a ilustrar esse potencial. A fonte não detalhou como essa evolução será medida.

BIA em escala

Como exemplo dessa evolução, o executivo destacou a trajetória da BIA, que completa dez anos de desenvolvimento. Hoje, a inteligência artificial do banco opera em larga escala, com números expressivos:

  • 70 milhões de interações, em média, com clientes;
  • 8 milhões de tokens processados;
  • taxa de retenção próxima a 90%.

Os números mostram que a IA gera impacto real na operação e nos negócios, segundo o executivo.

“A nossa melhor resposta para o mercado é mostrar que a IA gera impacto real na operação e nos negócios. Os números da BIA – Inteligência Artificial do Bradesco, mostram que já conseguimos operar essa tecnologia em escala e transformar seu uso em resultados consistentes para diferentes áreas do banco”, conclui Cavalcanti.

Essa base técnica, portanto, é apresentada como alicerce para os próximos passos.

Governança e limites

Nos processos internos, os ecossistemas de agentes dependem de limites bem definidos. Ao mesmo tempo, o aumento da autonomia exige que a adoção da tecnologia esteja associada a estruturas de governança e critérios de risco capazes de estabelecer os limites de atuação dos agentes. Quanto mais independência os sistemas recebem, maior é a necessidade de regras e supervisão.

O equilíbrio entre eficiência operacional e segurança, nesse contexto, torna-se central. A fonte não detalhou, no entanto, quais instrumentos de governança serão adotados pelo banco. A governança, nesse sentido, aparece como contrapartida necessária à autonomia. Ela deve garantir que os agentes atuem dentro de parâmetros previsíveis.

Com a BIA como referência, o Bradesco projeta um banco conversacional em que a IA atua de forma integrada e escalável. A visão apresentada combina a conexão entre APIs, sistemas e agentes para ampliar a capacidade de resolução de solicitações. A governança, por sua vez, surge como condição para que a autonomia tecnológica seja exercida com limites definidos. A era do banco conversacional, portanto, começa a se desenhar a partir de uma infraestrutura que já opera em escala no banco. Essa é, em síntese, a aposta central apresentada. A publicação, no entanto, deixa em aberto os desdobramentos. O conteúdo foi publicado originalmente no Startupi.

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