Aplicativo reduz sintomas de depressão e ansiedade
Crédito: medicinasa.com.br
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Um aplicativo desenvolvido para auxiliar no tratamento de sintomas de depressão e ansiedade foi implementado com sucesso em serviços de saúde do município de Indaiatuba, interior de São Paulo. A iniciativa, batizada de projeto Conemo, é conduzida pelo Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM) e já apresenta resultados iniciais positivos, conforme relatam os pesquisadores envolvidos.

O projeto é gratuito e voltado a pacientes com 18 anos ou mais, cadastrados nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade. Para participar, é necessário apresentar sintomas significativos de depressão e/ou ansiedade, não ter risco de suicídio moderado ou alto e estar apto a ler as instruções do aplicativo por meio de um smartphone ou tablet.

Como funciona o acesso ao aplicativo

Para chegar aos usuários, a equipe do projeto instalou banners nas UBSs com a pergunta: “Como está sua saúde mental? Você tem se sentido desanimado? Tem problemas para dormir, muita preocupação? Para fazer uma avaliação, veja esse QR Code”, conta o professor Paulo Menezes, um dos responsáveis pela iniciativa.

Ao escanear o código, a pessoa tem acesso a um questionário e aos termos de consentimento para participação. “Usamos questionários validados e aplicados no mundo inteiro para avaliar sintomas de depressão e ansiedade”, ressalta Menezes. Dependendo da pontuação obtida, o indivíduo é informado de que precisa de ajuda para esses sintomas e pode baixar o aplicativo para realizar as jornadas, descritas como terapias breves para melhorar o quadro.

Resultados iniciais e eficácia clínica

Os primeiros resultados do projeto destacam o interesse dos usuários pela ferramenta e o rastreamento eficiente de sintomas na população, permitindo o monitoramento pelas equipes de saúde. Além disso, um artigo científico produzido pelos autores aponta que “a intervenção digital para pacientes com sintomas depressivos e comorbidades como hipertensão ou diabetes melhorou significativamente os sintomas depressivos em três meses, em comparação com o atendimento padrão aprimorado”.

Essa melhora foi observada em um contexto de atenção primária, onde o aplicativo complementa o cuidado oferecido pelas equipes das UBSs. A plataforma do CISM também conta com um painel de monitoramento (dashboard) utilizado pelos profissionais das unidades, que permite acompanhar o rastreamento dos casos e indicadores relacionados aos pacientes de suas áreas.

Desenvolvimento e adaptações tecnológicas

Paulo Menezes conta que tanto o conceito quanto o desenvolvimento do aplicativo, bem como o planejamento e a execução dos treinamentos, foram todos feitos “do zero” pela equipe de pesquisadores e técnicos envolvidos no projeto. “Desde a primeira versão, tivemos que modernizar algumas coisas, acompanhando as mudanças no uso das tecnologias”, explica.

Uma das adaptações foi a criação de um bot de WhatsApp para contato com os participantes, substituindo o contato telefônico anterior. “Quase ninguém hoje atende celular”, justifica Menezes. A mudança reflete a necessidade de se adequar aos hábitos atuais de comunicação, garantindo maior adesão e continuidade do acompanhamento.

Critérios de participação no Conemo

Para ingressar no projeto Conemo, os interessados devem atender a critérios específicos, além da idade mínima e do cadastro na UBS. É preciso apresentar sintomas significativos de depressão e/ou ansiedade, não ter risco de suicídio moderado ou alto e conseguir ler as instruções do aplicativo em um smartphone ou tablet.

Esses requisitos visam garantir a segurança dos participantes e a adequação da intervenção digital ao perfil de cada usuário. A fonte não detalhou como é feita a avaliação do risco de suicídio, mas o rastreamento inicial por questionário já contribui para identificar os casos que necessitam de encaminhamento para outros níveis de cuidado.

Perspectivas para a saúde mental

A implementação bem-sucedida do aplicativo em serviços de saúde aponta para o potencial das tecnologias digitais no enfrentamento de transtornos mentais comuns, especialmente em contextos de atenção primária. O projeto Conemo demonstra que ferramentas acessíveis, como QR Codes e aplicativos, podem ampliar o alcance do rastreamento e do tratamento, reduzindo barreiras de acesso.

Os pesquisadores seguem monitorando os indicadores por meio do dashboard e ajustando a plataforma conforme as necessidades observadas. A expectativa é que os resultados positivos incentivem a expansão da iniciativa para outras localidades, embora a fonte não tenha detalhado planos futuros de escalabilidade.

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