Ancelotti diz que Seleção pode ser seu último trabalho e treina hino
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Carlo Ancelotti, atual técnico da Seleção Brasileira, concedeu entrevista na sede da CBF, no Rio de Janeiro, e fez declarações marcantes sobre seu futuro e sua preparação para a Copa do Mundo de 2026. O treinador, que completa 30 anos de carreira, afirmou que comandar a Seleção pode ser seu último trabalho e revelou que treina para cantar o hino nacional durante o Mundial.

Último trabalho como treinador

Questionado sobre a possibilidade de a Seleção Brasileira ser seu último desafio, Ancelotti respondeu com bom humor: “Creio que sim, só não sei ainda quando. Se vai ser em 2034, 2038 ou 2042 [risos].” A declaração foi dada durante a entrevista na sede da CBF, no Rio de Janeiro. O italiano, que já conquistou títulos por toda a Europa, agora busca o hexa com o Brasil.

Treino para cantar o hino

Ancelotti revelou que tem se preparado para um momento especial: cantar o hino nacional brasileiro durante a Copa. “Treino para cantar o hino na Copa”, disse o técnico, que vive na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, com a mulher Mariann e a enteada Chloe. Apesar de morar perto da praia, ele confessou que não conseguiu pisar nas areias cariocas neste período e que tem muita vontade de ir.

Pressão e medo de errar

O treinador abordou a pressão que os jogadores enfrentam. “Existe uma pressão muito grande e o jogador precisa superar o medo de errar, afinal ninguém é perfeito”, afirmou. Para Ancelotti, uma Copa do Mundo não é conquistada por uma equipe perfeita: “Ganha um Mundial a equipe que é capaz de reagir às adversidades.” A torcida espera que ele traga a sexta estrela, a do hexa, em 2026.

Lições de 30 anos de carreira

Ancelotti está completando 30 anos como treinador e compartilhou sua filosofia. “Todo treinador precisa ter sorte. Mas a chave do sucesso é a paixão pela profissão”, disse. Ele também revelou uma mudança de pensamento: “Eu entendia que a estratégia de uma equipe era mais importante do que a individualidade de um atleta. Mas percebi que estava errado. O mais importante é o jogador.” Para ele, um treinador precisa se adaptar ao estilo de jogo de um craque, e não o contrário.

Ronaldo, o melhor que treinei

Ancelotti treinou diversos craques brasileiros ao longo da carreira, como Dida, Cafu, Rivaldo, Kaká, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Vini Jr. Entre eles, ele elegeu um como o melhor: “Ronaldo, para mim, foi o melhor jogador que já treinei.” O técnico também jogou com Falcão e Toninho Cerezo, na Roma, o que lhe deu uma visão especial do futebol brasileiro.

Talento versus tática

Para Ancelotti, o talento é fundamental, mas o trabalho tático não pode ser negligenciado. “O trabalho tático só ganha do talento quando o talento não trabalha”, afirmou. Ele reforçou que o futebol é coletivo: “O mais importante é que o futebol é coletivo. Não é um esporte individual.” Com essa filosofia, o técnico mais vitorioso da Liga dos Campeões da Europa e único a vencer as cinco maiores ligas do continente busca agora o hexa com a Seleção Brasileira.

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