O Rosewood São Paulo exemplifica a nova tendência na alta hotelaria, onde hóspedes podem adquirir móveis, obras de arte e objetos de design durante a estadia. Desde sua inauguração em 2022, o hotel se tornou um espaço onde a hospitalidade se funde com o varejo, permitindo que itens como sofás, joias e até réplicas de carros de corrida sejam vendidos. Em algumas unidades da rede hoteleira, a venda de objetos já representa até 10% da receita.

Venda de objetos vira negócio

A Marriott também segue essa tendência, oferecendo produtos como camas e itens de spa, permitindo que hóspedes recriem a experiência em casa. A rede vende desde velas aromáticas, sprays de ambiente, roupões e produtos de spa até itens maiores, como toalhas e camas usadas nas suítes das marcas do grupo. Nos hotéis da Marriott International, o objeto de desejo dos hóspedes é a cama The Ritz-Carlton Bed, a R$ 25 mil.

Essa mudança reflete um novo comportamento do consumidor de luxo, que busca vínculos emocionais com as marcas de hotelaria, transformando a hospedagem em uma experiência de consumo imersiva. “O diferencial passou a ser emoção, identidade e cultura”, diz o francês Edouard Grosmangin, VP Latam da Rosewood. “Há clientes que dormem mais de 100 noites por ano nas nossas camas. Então querem ter essa experiência em casa também”, conta Louise Bang, executiva responsável pelas áreas de vendas e marketing da Marriott International no Caribe e na América Latina.

Peças exclusivas e preços

Entre as peças mais simbólicas comercializadas está um escapulário inspirado na Capela Santa Luzia, também localizada no complexo Matarazzo. Vendida por R$ 6,5 mil, a joia recebeu uma bênção especial do padre Maurício Matarazzo, reitor do lugar e tataraneto da Condessa Filomena Matarazzo. Em outra ocasião, uma exposição ligada à Fórmula 1 levou ao lobby uma réplica de um carro usado em corridas. Antes mesmo do fim do evento em Interlagos, o veículo já tinha sido comprado por aproximadamente R$ 500 mil.

O hotel foi eleito o 24º melhor do mundo pelo ranking The World’s 50 Best Hotels 2025. O preço do capricho foi de R$ 3 mil, aproximadamente. Em muitos casos, o Rosewood encomenda uma peça idêntica ao fornecedor e entrega na casa do cliente. Em outros, quando o hóspede faz questão de levar exatamente aquele objeto, o hotel vende o item e repõe depois.

Marriott amplia portfólio

A Marriott International, que no Brasil inclui hotéis como o W São Paulo, o JW Marriott Hotel São Paulo e o Sheraton Grand Rio Hotel & Resort, também transformou parte da experiência de hospedagem em um negócio próprio de varejo. A rede vende desde velas aromáticas, sprays de ambiente, roupões e produtos de spa até itens maiores, como toalhas e camas usadas nas suítes das marcas do grupo. O escapulário do Rosewood custa R$ 6,5 mil.

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