GHC implanta ambulatório para crianças com TEA
Crédito: medicinasa.com.br
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O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) implantou um ambulatório dedicado ao atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no prédio da endocrinologia pediátrica do Hospital da Criança Conceição (HCC). Vinculado ao HCC, o novo serviço começou os primeiros atendimentos no início de julho; além disso, a estimativa é que 55 crianças, de zero a 14 anos incompletos, utilizem as dependências nesta primeira etapa de operações. Dessa forma, o espaço foi planejado para oferecer um ambiente seguro e com ajustes às necessidades dos pacientes, incluindo controle de luzes e atenuação de sons.

Espaço planejado para o acolhimento

O ambulatório está instalado no prédio da endocrinologia pediátrica do HCC e funciona às segundas e quintas-feiras, das 7h às 19h. São 12 horas de atendimento em cada um desses dias. Ademais, o ambiente foi planejado para reduzir desconfortos, com controle de luzes e atenuação de sons. Consequentemente, essas medidas buscam proporcionar segurança e tranquilidade durante as consultas e terapias.

Assim sendo, o espaço físico é composto por:

  • recepção;
  • três consultórios;
  • uma cozinha experimental;
  • uma sala sensorial com equipamentos de cunho lúdico e de teste motor.

A recepção acolhe as famílias, enquanto os consultórios são reservados para os atendimentos clínicos. Ademais, a cozinha experimental amplia as possibilidades de intervenção, e a sala sensorial concentra os recursos para avaliação e estímulo.

Sala sensorial

Na sala sensorial, a equipe encontra ferramentas táteis, itens de pareamento lógico e peças para aferição de motricidade ampla. Dessa forma, esses equipamentos permitem observar como cada criança reage a diferentes estímulos e interage com os materiais. O objetivo, portanto, é utilizar as informações coletadas no planejamento das intervenções.

Projeto Prisma e abordagem integral

O projeto Prisma é a base da abordagem personalizada do ambulatório. Assim sendo, para viabilizar uma atenção integral e com recortes individualizados, o Prisma integra a sala sensorial ao fluxo de atendimento. Ou seja, a avaliação e a terapia acontecem em um mesmo ambiente, favorecendo a continuidade do cuidado.

O Prisma foi pensado para que as intervenções respeitem as particularidades de cada paciente. Ademais, a sala sensorial, com seus equipamentos lúdicos e de teste motor, é um espaço de experimentação. Consequentemente, as respostas das crianças são utilizadas para ajustar as estratégias terapêuticas ao longo do tempo.

A proposta do Prisma é alinhar os objetivos da equipe com as possibilidades da criança. Dessa forma, as atividades desenvolvidas na sala sensorial são registradas e discutidas em conjunto. Em resumo, esse processo contínuo de observação e planejamento é o que garante a personalização do atendimento.

Equipe multidisciplinar e metas do cuidado

Equipe

O quadro funcional reúne nove áreas profissionais:

  • neuropediatria;
  • psiquiatria;
  • psicologia;
  • terapia ocupacional;
  • fonoaudiologia;
  • fisioterapia;
  • nutrição;
  • serviço social;
  • enfermagem.

O público-alvo são crianças de zero a 14 anos incompletos. Sobretudo, essa diversidade de olhares é essencial para entender as múltiplas dimensões do desenvolvimento infantil.

Metas

As metas do trabalho são:

  • minimizar déficits de interação e de comunicação;
  • facilitar a aquisição de habilidades de adaptação;
  • prevenir comportamentos que interfiram nas funções do cotidiano.

Dessa forma, a equipe acompanha cada criança de perto, observando suas evoluções e dificuldades. Ademais, o planejamento das ações é revisado constantemente, com base no que é observado no dia a dia.

Planejamento de expansão em três fases

O planejamento do serviço prevê três etapas de avanço da capacidade.

Primeira fase

Na fase atual, o atendimento é destinado a dependentes dos trabalhadores do GHC, funcionando como um ciclo de testes. Além disso, o ciclo de testes é uma etapa preparatória. Nesse período, portanto, a equipe avalia os fluxos e faz os ajustes necessários para as próximas etapas.

Segunda fase

Em seguida, a segunda fase consistirá na absorção dos pacientes que realizam avaliações no HCC e que estão na lista de espera para o ingresso em terapias.

Terceira fase

Na terceira fase, o objetivo é vincular o setor ao Gerenciamento de Consultas (Gercon), gerando o encaminhamento de vagas para o fluxo da rede de saúde da prefeitura de Porto Alegre e do governo do Estado. Essa integração está projetada para 2027. Dessa forma, o ambulatório passa a integrar oficialmente a rede pública de saúde.

O cronograma das três fases reflete uma estratégia gradual, que prioriza a qualidade do atendimento. Dessa forma, a cada avanço, a capacidade de atendimento deve ser ampliada, mantendo o cuidado personalizado que norteia o projeto. Em resumo, as três etapas foram planejadas para ampliar gradualmente a capacidade de atendimento. Portanto, o serviço está em operação.

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