Alemanha vulnerável a impacto de Trump, diz economista
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Um especialista em política econômica externa dos Estados Unidos emitiu um alerta sobre a vulnerabilidade da Alemanha diante do impacto das políticas do ex-presidente americano Donald Trump.

Segundo o economista, a combinação de uma elevada orientação para exportações e uma fase de estagnação econômica deixa o país europeu exposto a ameaças tarifárias e a uma possível ruptura nas relações transatlânticas.

O cenário se agrava com a perspectiva de novas eleições presidenciais nos EUA, que podem acelerar uma retirada americana da política internacional.

As ameaças que pairam sobre a Europa

Durante semanas, a espada de Dâmocles de Trump pairou sobre a Europa, criando um clima de incerteza.

O negociador conseguiu pôr a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) à prova com suas ameaças tarifárias, enquanto a força militar e as tarifas comerciais do exterior pareciam inevitáveis.

Além disso, o presidente dos EUA conseguiu um acordo sobre a Groenlândia, embora, por enquanto, o perigo relacionado a esse território pareça ter sido afastado.

Após a ameaça alfandegária, parece que agora há uma nova ameaça à vista, mantendo a tensão no cenário geopolítico.

Por que a Alemanha está em risco

Dependência de exportações

De acordo com o especialista em política econômica externa dos EUA, a vulnerabilidade da Alemanha se deve, em parte, à sua elevada orientação para a exportação.

O país depende fortemente do comércio internacional, o que o torna sensível a mudanças nas políticas comerciais globais.

Estagnação econômica

Outro fator é a estagnação econômica que afeta a nação, dificultando sua capacidade de responder a choques externos.

Concorrência da China

Por outro lado, o aumento da concorrência da China também está causando dificuldades à economia alemã, pressionando setores tradicionais e exigindo adaptações.

O papel da tecnologia na economia

O economista cita como exemplo a computação na nuvem, uma tecnologia fundamental para o armazenamento de dados online.

Essa ferramenta é utilizada por serviços como Dropbox e Google Drive, entre outros, além de ser essencial para streamers como Netflix e Spotify.

A dependência de tecnologias avançadas ilustra como setores modernos da economia alemã podem ser afetados por disputas comerciais ou medidas discriminatórias.

Em contraste, a falta de domínio nessa área pode representar uma desvantagem competitiva em um mercado globalizado.

Possíveis sanções e medidas futuras

De acordo com o economista Jaeger, também são possíveis sanções financeiras que possam excluir empresas e bancos europeus do sistema financeiro americano.

No entanto, ele ressalta que isso é menos provável do que novas ameaças tarifárias ou medidas discriminatórias contra empresas europeias que também operam nos EUA.

Essas ações poderiam impactar diretamente negócios bilaterais, criando barreiras adicionais para a economia alemã.

A incerteza sobre qual caminho será seguido aumenta a apreensão entre investidores e líderes empresariais.

Risco de ruptura transatlântica

No futuro, poderá haver uma ruptura irrevogável nas relações transatlânticas, tanto em termos de política de segurança como de relações de política econômica, diz Jaeger.

Essa divisão ameaçaria décadas de cooperação entre Europa e Estados Unidos, com consequências imprevisíveis para a estabilidade global.

A credibilidade dos Estados Unidos foi afetada desde o segundo mandato de Trump, minando a confiança em acordos internacionais.

Como resultado, a Alemanha e outros países europeus podem precisar buscar parcerias alternativas para garantir sua segurança e prosperidade econômica.

O impacto das eleições americanas

As eleições presidenciais de 2028 serão particularmente críticas, afirma Jaeger.

Se um candidato defensor da política America First, como o vice-presidente J.D. Vance, vencer as eleições, a retirada dos Estados Unidos da política internacional poderá acelerar-se.

Esse cenário representaria um desafio adicional para a Alemanha, que teria de navegar em um mundo com menor influência americana.

A possibilidade reforça a necessidade de preparação estratégica diante de mudanças geopolíticas profundas.

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