O Kremlin afirmou que a resolução da questão territorial é condição essencial para qualquer acordo de paz sobre a guerra na Ucrânia. A declaração foi feita após reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e negociadores norte-americanos em Moscou.
Novas conversas trilaterais envolvendo EUA, Ucrânia e Rússia estão previstas para os Emirados Árabes Unidos.
Reunião em Moscou considerada útil
Os negociadores norte-americanos, liderados por Steve Witkoff, reuniram-se com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou. As conversações foram sobre o fim da invasão russa da Ucrânia e prolongaram-se pela manhã de sexta-feira.
O conselheiro diplomático do Kremlin, Yuri Ushakov, disse aos jornalistas que as conversações foram “úteis em todos os aspectos”. Além disso, ele destacou que o Kremlin insistiu que a questão territorial tem de ser resolvida para se chegar a um acordo de paz.
Rússia mantém posição firme sobre território
Objetivos militares continuam
Yuri Ushakov acrescentou que, até que tal seja conseguido, “a Rússia continuará a perseguir de forma consistente os objetivos da operação militar especial no campo de batalha”. Ele também afirmou que as forças armadas russas detêm a iniciativa estratégica no campo de batalha.
Essa postura reforça a importância que Moscou atribui ao tema das fronteiras nas negociações. Por outro lado, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, descreveu a reunião como “produtiva e significativa”.
Pontos de discórdia persistem nas negociações
Fronteiras como obstáculo central
Os pontos de discórdia nas negociações continuam os mesmos dos últimos seis ou sete meses. As “fronteiras” são uma questão fundamental nas negociações.
O principal obstáculo é o mesmo que vem atrasando as negociações há um ano. Essa persistência indica a complexidade do processo de paz. Enquanto isso, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou sobre o encontro.
Trump vê vontade de acordo entre as partes
Trump acrescentou que tanto Putin como Zelenskyy querem chegar a um acordo. Ele disse que “todos estão a fazer concessões” para tentar acabar com a guerra.
Essa avaliação sugere um ambiente de negociação ativo, apesar das dificuldades. Steve Witkoff e Jared Kushner foram acompanhados por Josh Gruenbaum, chefe do Serviço Federal de Aquisições.
Josh Gruenbaum atua como consultor sênior no Conselho de Paz de Trump.
Próximos passos nas negociações de paz
Encontro nos Emirados Árabes Unidos
Zelenskyy disse que dois dias de reuniões trilaterais envolvendo os EUA, a Ucrânia e a Rússia devem começar na sexta-feira nos Emirados Árabes Unidos. Ele afirmou que “Os russos têm de estar prontos para compromissos porque, como sabem, todos têm de estar prontos, não apenas a Ucrânia”.
Ushakov disse que a delegação russa será liderada pelo chefe da inteligência militar, Igor Kostyukov. Ushakov acrescentou que o enviado de Putin, Kirill Dmitriev, manterá conversações separadas sobre questões econômicas com Witkoff em Abu Dhabi.
Contexto do Conselho de Paz de Trump
A Rússia foi convidada a participar no Conselho de Paz de Trump. Essa iniciativa busca facilitar o diálogo entre as partes em conflito.
A participação de Moscou nesse fórum pode abrir novos caminhos para a diplomacia. No entanto, as declarações recentes do Kremlin mostram que o caminho para a paz ainda enfrenta obstáculos significativos.
A questão territorial permanece como o núcleo das divergências.
Perspectivas para as próximas negociações
As próximas conversas nos Emirados Árabes Unidos serão um teste importante para verificar se há avanços concretos. Enquanto isso, o conflito continua, com ambas as partes mantendo suas posições iniciais sobre as fronteiras.
A comunidade internacional acompanha com atenção esses desenvolvimentos, na esperança de um acordo que possa pôr fim ao sofrimento na região.
