A juíza Gabriela Hardt, formada em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e atualmente na 23ª Vara Federal em Curitiba, continuará recebendo salário durante os dois anos de afastamento determinados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A punição foi aprovada por unanimidade, com 10 votos a 4 pela sanção. Em junho de 2026, a magistrada teve remuneração bruta de R$ 77.983,48 e líquida de R$ 56.161,46, conforme o Portal da Transparência do CNJ. A decisão, contudo, não detalhou a data exata em que o afastamento começa.

Afastamento mantém subsídio, mas corta gratificações

Durante o afastamento, a juíza continuará recebendo o subsídio, mas sem as gratificações e outros benefícios atrelados ao cargo. Os dados de junho de 2026 mostram:

  • Remuneração bruta: R$ 77.983,48
  • Remuneração líquida: R$ 56.161,46

A fonte não detalhou a diferença entre os valores, nem quais verbas compõem o montante. Além disso, o CNJ não esclareceu se a magistrada receberá reajustes durante o período de afastamento, tampouco informou se a remuneração de junho já reflete os efeitos da punição.

Vídeo: YouTube | Fonte: mai.adv.br

Decisão do plenário e voto do relator

Os conselheiros foram unânimes ao reconhecer a necessidade de punição, mas divergiram quanto à duração. Por 10 votos a 4, prevaleceu a sanção de dois anos de afastamento.

Análise do relator

O conselheiro Rodrigo Badaró, relator do processo, avaliou que houve falta de cautela da juíza. Ela homologou o acordo em menos de 48 horas, sem a prudência devida. Ele afirmou, no entanto, que não há indícios de que Hardt tenha atuado com intuito de proveito próprio.

Formação e trajetória na magistratura

Início de carreira

Gabriela Hardt é formada em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Em 2014, foi nomeada juíza substituta na 13ª Vara Federal. Ela atuou como substituta do ex-juiz Sergio Moro nos processos da Lava Jato e conduziu a operação no período em que assumiu a 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná.

Atuação em casos de destaque

Em novembro de 2018, quando Moro deixou a magistratura para se tornar ministro do governo Bolsonaro, Hardt assumiu o cargo e ficou à frente da 13ª Vara Federal de forma provisória. Ela também assumiu temporariamente a 13ª Vara durante as férias e o afastamento do juiz Eduardo Appio. Atualmente, a juíza está na 23ª Vara Federal em Curitiba.

Entre os casos de destaque, em maio de 2018, ela mandou prender o ex-ministro José Dirceu. No ano seguinte, condenou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do sítio de Atibaia. A decisão foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A juíza também foi acusada de plagiar uma sentença de Moro no processo. Além disso, ela reconheceu legalidade nas palestras ministradas pelo presidente Lula às empreiteiras investigadas na operação.

Lacunas deixadas pela decisão

  • Data exata do início do afastamento não detalhada
  • Quais verbas explicam a diferença entre subsídio e remuneração total não informado
  • Possibilidade de reajustes durante o afastamento não esclarecida
  • Efeitos na remuneração de junho não detalhados

Considerações finais

O afastamento de Gabriela Hardt pelo CNJ mantém a juíza no cargo, mas com restrições. Ela continuará recebendo o subsídio, porém sem as gratificações e outros benefícios. A punição foi unânime quanto à necessidade de sanção, mas a duração foi definida por 10 votos a 4. A decisão não detalhou a data de início do afastamento, e a fonte não esclareceu os valores exatos da remuneração durante o período. A magistrada, que atuou na 13ª Vara e hoje está na 23ª Vara, permanecerá na carreira. Essas lacunas deixam questões em aberto sobre a aplicação prática da sanção.

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