A conta que ninguém quer fazer no home care
Crédito: www.saudebusiness.com
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A pandemia de Covid-19 transformou profundamente a relação dos brasileiros com os serviços de saúde. O atendimento domiciliar se consolidou como opção preferencial para milhões de pessoas.

Mais de dois terços da população passou a buscar cuidados médicos em casa. Esse movimento redefiniu hábitos e colocou o home care no centro do debate sobre sustentabilidade do sistema.

O crescimento acelerado, no entanto, esconde desafios financeiros e operacionais. Eles ameaçam a continuidade do setor, criando o que especialistas chamam de “a conta que ninguém quer fazer”.

O papel estratégico do atendimento domiciliar

O home care se revelou fundamental para a desospitalização. Ele permite que pacientes recebam tratamento adequado fora do ambiente hospitalar.

Essa modalidade garante a continuidade do cuidado, especialmente para:

  • Pessoas com condições crônicas
  • Pacientes em fase de recuperação pós-cirúrgica

Impacto no sistema de saúde

O atendimento domiciliar contribui significativamente para a eficiência do sistema de saúde como um todo. Ele otimiza recursos e reduz custos.

Do ponto de vista estratégico, o home care é crucial para:

  • Reduzir a ocupação hospitalar
  • Liberar leitos para casos mais complexos e urgentes
  • Sustentar o equilíbrio da saúde suplementar

Essa importância crescente contrasta com os obstáculos financeiros que as empresas do setor enfrentam diariamente.

Os desafios financeiros do setor

As empresas de atendimento domiciliar operam com menor poder de negociação. Elas enfrentam condições comerciais desfavoráveis frente a:

  • Operadoras de planos de saúde
  • Sistema público de saúde

Problemas críticos

Um dos problemas mais críticos são os prazos longos de pagamento. Eles comprometem:

  • Fluxo de caixa das empresas
  • Capacidade de investimento das organizações

Outro fator que pesa significativamente no orçamento são as glosas. Esses descontos aplicados pelas operadoras reduzem a receita efetivamente recebida pelos serviços prestados.

O home care sofre impacto direto dessas práticas. As dificuldades financeiras coexistem com a crescente demanda por atendimento domiciliar.

A proposta de redução da jornada de trabalho

A PEC 8/2025 propõe uma jornada de quatro dias de trabalho e três de descanso. Ela estabelece um limite de 36 horas semanais.

Mudanças na legislação trabalhista

A proposta extingue a escala 6×1, que prevê seis dias de trabalho para um de folga. Ela representa uma transformação significativa nas relações trabalhistas brasileiras.

Em janeiro, a proposta superou a fase de aprovação na CCJ do Senado. Esse avanço demonstra progresso no processo legislativo.

A proposta entrou como pauta prioritária na Câmara dos Deputados para o primeiro semestre de 2026. Isso indica que deve receber atenção dos parlamentares nos próximos meses.

Contexto político e social

Esse movimento legislativo conta com:

  • Forte apelo eleitoral
  • Pressão popular por melhores condições de trabalho

O possível impacto dessa mudança no setor de home care ainda precisa ser completamente avaliado. O setor depende de plantões e escalas flexíveis.

A voz das empresas do setor

Paula Meira, presidente da Associação Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar (ANEAD), representa as organizações que atuam nesse segmento.

Representação e defesa de interesses

Sua posição permite articular as preocupações do setor frente a:

  • Desafios financeiros
  • Possíveis mudanças regulatórias

A associação tem papel fundamental na defesa dos interesses das empresas perante:

  • Poder público
  • Operadoras de saúde

Considerações sobre a PEC 8/2025

As discussões sobre a PEC 8/2025 e seus efeitos no home care devem considerar a natureza essencial do atendimento domiciliar. Ele frequentemente requer disponibilidade contínua.

Qualquer alteração na legislação trabalhista precisa equilibrar:

  • Direitos dos profissionais
  • Necessidade de manter serviços de saúde acessíveis à população

O diálogo entre representantes do setor, legisladores e sociedade civil será crucial. Ele ajudará a encontrar soluções que preservem a qualidade do cuidado.

Conclusão

O futuro do home care no Brasil dependerá da capacidade de conciliar:

  • Importância estratégica para o sistema de saúde
  • Sustentabilidade financeira das empresas
  • Bem-estar dos profissionais envolvidos

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