Saúde mental como prioridade na gestão
A principal implicação da NR-1 para as IES está na exigência de que fatores de saúde mental deixem de ser tratados como questões periféricas ou individuais e passem a integrar o sistema de gestão de riscos. A saúde mental deve ser incorporada ao inventário de riscos ocupacionais e ao plano de ação institucional, com o mesmo rigor aplicado a outros tipos de risco. Dessa forma, as instituições precisarão reavaliar suas prioridades.
Fiscalização e evidências concretas
A fiscalização exigirá coerência entre diagnóstico, medidas adotadas e resultados efetivos, com base em evidências concretas e participação dos trabalhadores. Não será suficiente declarar boas intenções; será necessário demonstrar práticas consistentes e verificáveis. As IES terão que se preparar para comprovar suas ações.
Riscos da ausência de gestão
A ausência de gestão adequada dos riscos psicossociais pode resultar em autuações, multas e aumento de passivos trabalhistas. Além disso, pode gerar custos indiretos relacionados à queda de produtividade, aumento da rotatividade e perda de talentos. Portanto, a adequação à NR-1 não é apenas uma exigência legal, mas também uma estratégia de sustentabilidade institucional.
