A resistência à mudança na prática médica

Ao longo da trajetória como liderança médica, o autor deparou-se com o desafio da resistência a mudanças inúmeras vezes. A maioria dos profissionais resiste à padronização sob a perspectiva do medo da perda de autonomia. Além disso, a maioria dos profissionais se sente ameaçada diante de mudanças relevantes no seu cotidiano por acreditar que a mudança pode piorar o desfecho do processo. Esse receio, embora compreensível, pode ser um obstáculo significativo para a evolução da assistência.

Protocolos baseados em evidências elevam o julgamento clínico

Adotar um protocolo baseado em evidências não significa renunciar ao julgamento clínico, mas elevá-lo. A fonte ressalta que os procedimentos médicos representam apenas uma fração de todo o processo assistencial. Por isso, a estratégia adotada pelo autor é que o problema dos procedimentos médicos pode ser deixado como uma das últimas intervenções em uma iniciativa. Dessa forma, o foco recai sobre aspectos mais amplos do cuidado.

O poder dos pares na transformação

Confiar em líderes carismáticos não é uma boa estratégia para alcançar a periferia do sistema. A transformação real acontece quando vemos nossos pares adotando e valorizando a nova prática. Ninguém muda por memorando. A mudança real só acontece quando somos capazes de contaminar o ecossistema como um todo, por pontes largas e com redundância das novas ideias. Quando a contaminação do ecossistema ocorre, mudar deixa de ser uma ameaça e torna-se o novo normal.

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