Candidato peruano oferece recompensa por provas de fraude eleitoral
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Recompensa por provas de fraude eleitoral

O candidato ultraconservador à presidência do Peru, Rafael López Aliaga, ofereceu uma recompensa financeira a funcionários eleitorais que apresentem provas de alegadas fraudes nas eleições gerais realizadas em 12 de abril.

Aliaga prometeu 20 mil soles (cerca de 5 mil euros) para quem fornecer informações que corroborem suas alegações. O ex-prefeito de Lima pediu que os dados sejam enviados de forma anônima, garantindo confidencialidade absoluta.

Esta iniciativa surge em um contexto eleitoral marcado por tensões e acusações mútuas entre os candidatos.

Denúncias e exigências do candidato

Aliaga denunciou irregularidades no processo eleitoral e fez várias exigências:

  • Detenção dos responsáveis pela organização das eleições
  • Suspensão da proclamação dos resultados

O candidato ficou atrás do concorrente de esquerda Roberto Sánchez na corrida eleitoral, o que pode explicar parte de sua postura contestatária.

Problemas logísticos nas eleições

As eleições presidenciais peruanas foram marcadas por diversos contratempos operacionais:

  • Atrasos na abertura das assembleias de voto
  • Prolongamento da votação em algumas zonas até o dia seguinte
  • 13 assembleias de voto não conseguiram abrir

Estes problemas criaram um ambiente propício para questionamentos sobre a legitimidade do processo.

Resultados eleitorais e segunda volta

A contagem de votos aponta para uma segunda volta marcada para 7 de junho. Nenhum candidato alcançou os 50% necessários para vencer na primeira rodada.

Aliaga e outros candidatos continuam denunciando alegadas fraudes, mas sem apresentar provas concretas até o momento.

Esta situação reflete a forte fragmentação política e desconfiança pública no Peru. O país enfrenta estas eleições com mais de 30 candidatos e elevada volatilidade eleitoral.

Posição de observadores internacionais

Observadores internacionais rejeitaram indícios de irregularidades sistemáticas no processo eleitoral. A missão da União Europeia foi uma das que avaliou as eleições.

A chefe da missão, a eurodeputada italiana Annalisa Corrado, afirmou que não encontraram elementos objetivos que sustentem a narrativa de fraude.

Corrado reconheceu problemas graves, como as assembleias que não abriram, mas destacou que isso não configura uma fraude generalizada.

Complexidade do processo eleitoral

Os observadores internacionais sublinharam que estas foram as eleições gerais mais complexas da história recente do Peru. O quadro jurídico reformado colocou numerosos desafios tanto para eleitores quanto para a administração eleitoral.

Avaliação de instituições peruanas

Instituições nacionais também avaliaram o processo eleitoral:

  • Procuradoria-Geral da República: observou que a votação decorreu de forma ordenada e transparente
  • Gabinete do Provedor de Justiça: compartilhou avaliação similar sobre a transparência do processo

Estas avaliações contrastam com as alegações de fraude feitas por Aliaga e outros candidatos, que continuam insistindo na existência de irregularidades sem apresentar evidências substantivas.

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